Rio de Janeiro Homem é preso após aplicar golpe de quase R$ 1 milhão em professora de português 

Homem é preso após aplicar golpe de quase R$ 1 milhão em professora de português 

Vítima criou aplicativo educativo e acreditou que o suspeito ajudaria na divulgação e monetização do programa

  • Rio de Janeiro | Gabriel Pieroni*, do R7

Material foi apreendido com o golpista

Material foi apreendido com o golpista

Divulgação/Polícia Civil

Na tarde da última terça-feira (27), a Polícia Civil prendeu em flagrante um homem acusado de aplicar um golpe de quase R$ 1 milhão em uma professora de português em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A vítima criou um aplicativo para ensinar o correto uso da vírgula e foi enganada pelo autor.

Após ter criado o aplicativo, a mulher buscou parceiros para ajudar na divulgação e monetização da plataforma. O golpista entrou em contato com ela e alegou ser funcionário do governo da Argentina, e que divulgaria o programa no país.

Segundo as investigações, o homem viajou por diversos países sob o pretexto de representar a vítima e divulgar seu aplicativo. Em todas as viagens, a mulher pagava as passagens e a estadia dele. O estelionatário chegou a falsificar uma ordem de pagamento em euros. Achando que a ordem era verdadeira, ela transferiu cerca de R$ 180 mil.

Em outra suposta tentativa de venda do aplicativo, ele se passou por um representante de uma empresa americana e disse que o aplicativo seria comprado por 300 mil dólares em dinheiro vivo. A transação aconteceria nos Estados Unidos e, por não possuir visto para a viagem, a vítima seria representada pelo criminoso.

Ainda de acordo com as investigações, no último fim de semana, segundo a vítima, o estelionatário exigiu mais R$ 30 mil para continuar sendo o representante na venda do aplicativo. Por não ter mais dinheiro, ela negociou entregar R$ 4 mil.

A professora achou que estava caindo em um golpe e  procurou a Polícia Civil. Os agentes foram ao local no qual o dinheiro seria entregue e prenderam o criminoso em flagrante.

O caso foi registrado na 38ª DP (Brás de Pina), que investiga o caso para que eventuais coautores do crime sejam responsabilizados, bem como para que parte da quantia seja devolvida à vítima.

* Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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