Rio de Janeiro Rio: Líder de milícia da zona oeste é condenado a 30 anos de prisão

Rio: Líder de milícia da zona oeste é condenado a 30 anos de prisão

Tenente reformado da PM conhecido como Maurição foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado

Justiça do RJ condenou miliciano a 30 anos de prisão

Justiça do RJ condenou miliciano a 30 anos de prisão

Reprodução Facebook

A Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quarta-feira (29), um dos líderes da milícia que atua na zona oeste da capital a 30 anos de prisão. Maurício Silva da Costa, conhecido como Maurição, foi sentenciado por homicídio duplamente qualificado e pela liderança da organização criminosa.

Maurição é tenente reformado da Polícia Militar e foi considerado culpado pela morte de Júlio de Araújo, executado em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio, em setembro de 2015. A pena também inclui o pagamento de 360 dias-multa, fixados em cinco salários mínimos cada.

O julgamento, presidido pelo magistrado Gustavo Kalil, também condenou o réu Fabiano Cordeiro Ferreira, conhecido como Mágico, a oito anos em regime fechado pela participação na organização. Ele foi absolvido da acusação de envolvimento na morte de Júlio.

Na sentença, Kalil negou o direito dos condenados de recorrerem da decisão em liberdade. Para ele, “a condenação pelo soberano Tribunal do Júri, a quantidade de pena e o regime recomendam a manutenção da custódia”.

Os dois condenados foram os primeiros julgados do grupo de 12 acusados de homicídios que foram presos pela Operação Intocáveis, realizada em 2019 e dividida em várias etapas com o objetivo de prender milicianos que atuavam nas comunidades de Rio das Pedras e da Muzema, na zona oeste do Rio.

Maurição foi preso na primeira fase da operação, realizada pela Polícia Civil e pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) que buscava prender milicianos envolvidos com a morte da vereadora Marielle Franco, em 2018.

Além dos milicianos, também foi denunciado na operação o ex-capitão da PM Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro de 2020 durante uma perseguição policial.

Segundo o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro), o processo original foi desmembrado em seis processos para que todos os acusados sejam julgados até dezembro deste ano.

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