São Paulo Caso Lucilene: nova testemunha se diz ameaçada por Vanderlei

Caso Lucilene: nova testemunha se diz ameaçada por Vanderlei

Mulher diz ter visto Lucilene sair de hotel e subir avenida seguida por Vanderlei, que foi em um carro escuro na mesma direção

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Caso Lucilene: nova testemunha se diz ameaçada por Vanderlei

Caso Lucilene: nova testemunha se diz ameaçada por Vanderlei

Reprodução/Record TV

Mais de um mês depois do desaparecimento de Lucilene Ferrari, dona de um hotel em Porto Ferreira, interior de São Paulo, uma nova testemunha surgiu. A mulher relatou ao Cidade Alerta o que viu em 24 de dezembro, dia do sumiço, e disse que foi ameaçada por Vanderlei, suspeito do crime.

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De acordo com a testemunha, que não quis ser identificada, por volta das 15h30 do dia em que Lucilene sumiu, ela estava na porta de casa quando ouviu gritos e uma discussão vindos do hotel. Ao se aproximar, reconheceu Lucilene e Vanderlei brigando e a vítima repetindo diversas vezes que iria atrás de uma mulher. 

Ainda na porta do local, a testemunha diz ter visto quando Lucilene saiu do hotel e subiu a avenida seguida por Vanderlei,  que saiu em um carro escuro na mesma direção. Segundo a testemunha, o suspeito só seria visto horas depois, novamente na frente do hotel e na companhia de uma outra mulher.

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No dia seguinte, o cunhado da testemunha foi encontrá-la em casa e perguntou porque ela não estava na porta esperando. A testemunha contou que havia presenciado uma briga entre Lucilene e Vanderlei anteriormente e estava em casa para não se envolver.

O cunhado então teria contado que encontrou Vanderlei no posto de gasolina dirigindo um carro preto com uma mulher no banco do carona, que se escondia para não ser reconhecida. 

A testemunha contou ainda que, dias depois, Vanderlei entrou em contato querendo saber se ela havia dito para alguém o que viu. A mulher afirmou que não, e disse ao Cidade Alerta que, neste momento, uma voz ao fundo a ameaçou dizendo que "o caminho de quem tem a língua grande é o mesmo destino da outra lá [Lucilene], que lá onde ela tá também tem vaga para mais uma". 

O caso

Lucilene Maria Ferrari está desaparecida desde o dia 24 de dezembro quando, de acordo com seu sócio, saiu de casa para celebrar o Natal na casa da irmã em Descalvado, uma cidade vizinha. A polícia ainda não tem pistas do paradeiro da mulher, que estava apenas com a roupa do corpo e R$1.550 no bolso.

O sócio de Lucilene foi quem registrou seu desaparecimento, no dia 27 de dezembro, na Delegacia de Porto Ferreira. Na época, ele contou ao R7 que Lucilene foi vista nas imediações da rodoviária da cidade. Porém, Lucilene não apareceu em Descalvado e não entrou em contato com nenhum familiar ou amigo desde então. Ela deixou dois celulares em casa.

A família da vítima acredita que o suspeito traía Lucilene e que, ao descobrir, teria seguido o sócio dela. Os familiarem afirmam que outras testemunhas presenciaram uma briga entre os dois no local por volta das 19h do dia do desaparecimento. 

Um hóspede, que preferiu não ser identificado, conta que ficou no hotel por quatro dias a partir da madrugada do dia 25 e que, durante sua estadia, notou um comportamento estranho do sócio. Ele afirma ter visto o homem lavando o quintal dos fundos da casa por pelo menos duas vezes no período.

Esse hóspede era um dos álibis do suspeito, que afirmou estar no hotel por volta das 19h do dia 24, esperando a chegada do homem e que o combinado era realizar o check-in às 21h. Porém, o hóspede contou que, na verdade, havia marcado para chegar na madrugada no dia 25.

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