São Paulo Mutirão com médicos no terminal Jabaquara (SP) alerta mulheres sobre álcool na gravidez

Mutirão com médicos no terminal Jabaquara (SP) alerta mulheres sobre álcool na gravidez

Pediatras estarão em estação do metrô para orientar público sobre distúrbios que o consumo pode causar aos bebês

Banner e bonecos serão entregues às mulheres atendidas em estação do Metrô

Banner e bonecos serão entregues às mulheres atendidas em estação do Metrô

Pixabay

A prefeitura organiza um mutirão formado por médicos no terminal Jabaquara, na zona sul de São Paulo, nesta sexta-feira (9), das 7h às 13h. O evento é realizado em razão do Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal, com o objetivo de alertar futuras mães e demais mulheres sobre os riscos que o consumo de álcool pode causar ao bebê.

Os pediatras explicam às gestantes, familiares e sociedade em geral distúrbios que o consumo do álcool pode causar à futura geração.

Além da orientação dos médicos, haverá também a distribuição de materiais informativos, bonecos e banners com apontamento dos órgãos mais afetados pela doença.

Síndrome Alcoólica Fetal

A Síndrome Alcoólica Fetal pode, ainda na gestação, afetar os bebês com malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais. Evidências médicas atestam que não existe nível seguro de consumo de álcool na gestação e que a bebida pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê.

Bebês com essa síndrome têm alterações fortes e bastantes características: além de microcefalia (cabeça e crânio pequenos), algumas dismorfias faciais típicas do transtorno são olhos pequenos, lábio superior fino, facies plana, fissuras palpebrais curtas.

Em geral, podem apresentar baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, comprometimento do sistema nervoso central com distúrbios de aprendizagem, de memória e da atenção, dificuldades socioemocionais e comportamentais.

Hoje, a síndrome é a principal causa de retardo mental no mundo ocidental. Pesquisas científicas produzidas na Europa e nos Estados Unidos mostram 1 caso para cada 1000 nascidos vivos.

No Brasil, não há dados consolidados sobre a doença, apenas poucos números de universos específicos. Exemplo é estudo do Hospital Cachoeirinha, com 2 mil futuras mamães, apontando que 33% bebiam na gestação. O mais grave: 22% consumiram álcool.

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