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'O que sinto é medo', diz mulher que sobreviveu a 7 tiros do ex-marido

Homem foi até sua casa, questionou uso de maquiagem e disparou sete vezes contra ela. Agora, com o ex foragido, teme uma nova tentativa de assassinato

São Paulo|Do R7

Samantha levou sete tiros de Thiago, que está foragido
Samantha levou sete tiros de Thiago, que está foragido Samantha levou sete tiros de Thiago, que está foragido

Samantha Silva dos Santos, 32, sobreviveu à tentativa de feminicídio pelo ex-marido, Thiago Augusto, que em novembro passado, em Barueri (SP), disparou sete vezes contra ela. Em entrevista à Record TV, a mulher relatou que sua vida mudou desde então.

Com Thiago foragido, ela se mudou de cidade, vive escondida com o filho e hoje, traumatizada, só sai de casa se estiver acompanhada. Samantha, que diz não guardar rancor do ex-marido, afirmou que o único sentimento em relação a ele é o medo de uma nova tentativa de assassinato, e deu detalhes sobre o crime.

"Ele perguntou por que eu estava maquiada daquele jeito. Falei pra ele que não tinha nada a ver uma coisa com a outra, e falei que tinha que sair porque estava atrasada para ir trabalhar. Foi a hora que ele subiu na moto, deu a volta e começou a disparar", contou a mulher, que à época já estava há quatro meses separada. Para sua sorte, nem um dos sete tiros atingiu órgãos vitais.

Samantha foi baleada pelo ex-marido
Samantha foi baleada pelo ex-marido Samantha foi baleada pelo ex-marido

Quando os policiais chegaram ao local, ela ainda conseguiu avisar que estava com a medida protetiva em sua bolsa. Antes de cometer o crime, o homem a ameaçou diversas vezes - por conta disso, ela registrou dois boletins de ocorrência de ameaça e conseguiu sua medida protetiva. Thiago não aceitava o fim do relacionamento, segundo ela.

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Embora Thiago nunca tenha sido punido e esteja foragido, Samantha reforça não ter raiva do ex-marido. “Não sinto raiva, não sinto rancor. O que mais sinto é medo”, conta ela.

Vivendo com o trauma, Samantha diz que atualmente conta apenas com a família, e aconselha outras possíveis vítimas a fazerem o mesmo: "Não deixem de dividir essas situações, porque eles (família) são as primeiras pessoas a nos apoiar".

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