Saúde Plano de resposta a surto de ebola mobiliza R$ 227 milhões

Plano de resposta a surto de ebola mobiliza R$ 227 milhões

Plano de resposta "é parte da intensificação da campanha para controlar o surto", afirma a OMS

Plano de resposta a surto de ebola mobiliza R$ 227 milhões

O objetivo final é parar a transmissão e prevenir a transmissão em novos países

O objetivo final é parar a transmissão e prevenir a transmissão em novos países

Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF

A diretora geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, e os presidentes dos países afetados pela epidemia de ebola na África Ocidental apresentarão amanhã na Guiné um plano de resposta avaliado em R$ 227 milhões com que pretendem combater a doença.

O plano de resposta "é parte da intensificação da campanha internacional, regional e nacional para controlar o surto", explica a OMS em comunicado. "O aumento da epidemia, e a persistente ameaça que significa, obriga a OMS e Guiné, Libéria e Serra Leoa a aumentarem os recursos, o conhecimento médico nos países, e a preparação e a coordenação regional", diz a nota.

"Os países identificaram o que precisam, e a OMS está entrando em contato com a comunidade internacional para poder implementar o plano", acrescentou. O plano "identifica" a necessidade de ativar "centenas" de pessoas para ajudar nos trabalhos de prevenção e controle, além das centenas de trabalhadores humanitários e dos 120 funcionários da OMS que já estão atuando no terreno.

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"Precisa-se especialmente de médicos, enfermeiras, epidemiologistas, analistas em mobilização social e técnicos em informática", afirma. Além disso, o plano detalha que é necessário que os países vizinhos estejam prontos para a eventualidade de um contágio.

O objetivo final é parar a transmissão e prevenir a transmissão em novos países. Nesse sentido, a OMS afirma que dobrará seus esforços em comunicação para garantir que a população entenda como acontece o contágio e, então, como evitá-lo. Além disso, se quiser melhorar a detecção e o registro de novos casos, especialmente em áreas fronteiriças, e proteger especialmente ao pessoal de saúde, que é pouco nos três países.

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A doença ― que é transmitida por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados ― causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%. É a primeira vez que surge um surto em África Ocidental, e a escala da epidemia não tem precedentes, com 1.323 casos registrados e 729 mortes nos três países desde março de 2014.