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Gripe aviária se espalha e pode ameaçar agronegócio brasileiro

Vírus é motivo de preocupação por parte de autoridades e especialistas em todo o mundo

Agronegócios|Do R7, com Reuters

Doença fez Equador decretar emergência de saúde animal durante três meses
Doença fez Equador decretar emergência de saúde animal durante três meses Doença fez Equador decretar emergência de saúde animal durante três meses

A gripe aviária atingiu novos países e se tornou endêmica. Agora, o vírus está sendo disseminado por aves selvagens, que o transmitem a frangos criados em fazendas. Além disso, passou a ser um problema que dura o ano todo.

Segundo 20 especialistas e agricultores de quatro continentes, a força do vírus na natureza mostra que surtos inéditos não diminuirão no curto prazo nas granjas, o que aumenta as ameaças ao suprimento mundial de alimentos.

Eles recomendam aos agricultores que vejam a doença como um risco sério durante todo o ano, em vez de concentrarem os esforços de prevenção durante as estações de migração das aves selvagens, na primavera.

Os surtos do vírus se espalharam por América, Europa, Ásia e África, desde que uma cepa chegou aos Estados Unidos no início de 2022. Na ocasião, a variante era geneticamente semelhante àquela presente em casos europeus e asiáticos.

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O preço dos ovos bateu recordes depois que a doença eliminou dezenas de milhões de galinhas no ano passado, o que deixou uma fonte básica de proteína barata fora do alcance dos mais pobres do mundo, em um momento em que a economia global está sofrendo com alta inflação.

As aves silvestres são as principais responsáveis pela disseminação do vírus, segundo especialistas. Aves aquáticas, como patos, podem transmitir a doença sem morrer e introduzi-la nas aves por meio de fezes contaminadas.

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América do Sul é atingida

Altos níveis de vírus em aves que migram em longas distâncias ajudaram a espalhar o vírus para novas partes da América do Sul, segundo especialistas. Peru e Bolívia, que fazem fronteira com o Brasil, registraram casos. O mesmo ocorreu no Equador.

Vale lembrar que o Brasil é o maior exportador global de carne de frango.

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Todos estão focados em evitar que a gripe chegue ao nosso país

(disse Gian Carlos Zacchi, que cria frangos para a processadora Aurora em Chapecó (SC))

Combate está falhando

Nos Estados Unidos, a Rose Acre Farms, a segunda maior produtora de ovos do país, perdeu cerca de 1,5 milhão de galinhas no local de produção em 2022.

Isso, apesar de a empresa exigir que toda pessoa que entrasse nos galpões fosse obrigada a tomar banho primeiro, para remover qualquer vestígio do vírus, declarou o presidente-executivo, Marcus Rust.

Uma outra produtora agropecuária americana foi infectada duas vezes em cerca de seis meses, o que causou a morte de mais de 3 milhões de frangos, disse Rust. Ele acredita que o vento tenha soprado o vírus de campos próximos onde os gansos defecaram. "Fomos pegos", completou.

Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão estão entre as nações que sofreram perdas recordes de aves no ano passado, deixando alguns produtores desamparados.

"A gripe aviária está ocorrendo mesmo em uma nova granja com equipamentos modernos e sem janelas, então tudo o que podemos fazer agora é pedir a Deus que evite um surto", implorou Shigeo Inaba, que cria frangos de corte em uma província perto de Tóquio.

Veja a íntegra do Agro Record deste domingo (12)

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