Bahia PRF apreende aves silvestres e veado mantido em cativeiro há dois anos durante operação na Bahia 

PRF apreende aves silvestres e veado mantido em cativeiro há dois anos durante operação na Bahia 

Alguns animais foram encontrados debilitados, subnutridos e estressados 

PRF apreende aves silvestres e veado mantido em cativeiro há dois anos durante operação na Bahia 

Animais que tinham condições de serem reintegrados à natureza foram levados a uma reserva ecológica onde foram soltos

Animais que tinham condições de serem reintegrados à natureza foram levados a uma reserva ecológica onde foram soltos

Divulgação

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) atuou na operação fauna entre os dias 24 de novembro e na quinta-feira (4). A ação teve como objetivo o combate ao tráfico de animais e a reabilitação da fauna silvestre. 

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As equipes da 34ª FPI (Fiscalização Preventiva Integrada) desenvolveram ações nos municípios de Mortugaba, Matina, Jacaraci, Urandi, Pindaí, Sebastião Laranjeiras, Candiba, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Caetité, Igaporã, Iuiu, Malhada e Carinhanha. Durante a operação, a PRF integrou a equipe com agentes do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), e da Eco.  

Na quarta-feira (3), a polícia contabilizou cerca de 870 animais que foram entregues e resgatados. Entre as várias espécies de aves encontradas destacam-se araras, papagaios, periquitos, canários-da-terra, seriemas, cardeais, pássaros-pretos, corrupiões, e até mesmo um casal de quero-quero. Além das aves, a equipe também resgatou micos, cágados d’água, jabutis, um tatu e uma fêmea de veado que era mantida em cativeiro por dois anos.

Muitos animais foram encontrados bastante machucados e debilitados. Algumas aves tiveram além das penas cortadas, patas e asas amputadas. Todos os animais foram encaminhados para a base montada na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), em Guanambi, onde passaram pela avaliação de veterinários e biólogos, sendo adotadas as medidas necessárias para cada caso.

Alguns animais foram estavam subnutridos e estressados por conta das péssimas condições em que se encontravam. Uma arara-azul, estava com febre e desnutrida. Um periquito-da-caatinga foi entregue com uma fratura exposta. Os animais que tinham condições de serem reintegrados à natureza foram levados a uma reserva ecológica onde foram soltos. Os outros foram transportados para o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) localizado em Vitória da Conquista.

Durante a operação, nove pessoas foram presas, cinco por crimes ambientais, como manter animais silvestres ilegalmente em cativeiro e dificultar a fiscalização dos órgãos ambientais.