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Estratégia de ocupar mesa diretora do Senado foi costurada semana passada

Obstrução organizada pelos partidos PT, PSB e PCdoB durou quase oito horas

Brasil|Do R7

Ocupação da Mesa do Senado começou ao meio-dia
Ocupação da Mesa do Senado começou ao meio-dia Ocupação da Mesa do Senado começou ao meio-dia

Senadores da oposição articularam desde a semana passada a estratégia de ocupar a Mesa Diretora do plenário do Senado nesta terça-feira (11) para tentar negociar mudanças na proposta para que ela tivesse que voltar para a Câmara dos Deputados. A obstrução organizada pelos partidos PT, PSB e PCdoB durou quase oito horas.

Apesar da decisão do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de proibir a visitação no dia do pleito, eles também conseguiram autorizar a entrada de trabalhadores e sindicalistas com a desculpa de que participariam da CDH (Comissão de Direitos Humanos) pela manhã.

Segundo a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), a última a deixar a mesa para ceder lugar ao presidente da Casa, os oposicionistas consideraram que não tinham outra saída, pois "cada vez mais o governo fechou as portas para que fosse possível fazer negociações".

— Na medida em que foram se fechando as portas para que a gente pudesse ter um entendimento, a gente foi pensando em algumas alternativas para expressar o nosso inconformismo.

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Senado aprova texto-base da reforma trabalhista com 50 votos favoráveis à proposta

Ao longo da tarde, o grupo tentou negociar a aprovação de uma emenda de redação para impedir que gestantes e lactantes trabalhem em locais insalubres, mesmo que com a autorização de um médico, como consta no texto aprovado. Os governistas rejeitaram a proposta, pois a alteração faria com que o texto voltasse para a Câmara. O presidente Michel Temer se comprometeu a vetar este trecho antes da sanção presidencial.

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Na base da governista, o resultado foi dentro do esperado. Parlamentares indecisos, como Lasier Martins (PSD-RS), votaram a favor do texto. Outros senadores que sinalizaram que não poderiam comparecer, como Magno Malta (PR-ES), fizeram questão de se manifestar a favor do governo e ainda criticaram a atitude das senadores de ocuparem a mesa.

No PSDB, que dá sinais de que pode desembarcar do governo, o resultado também foi dentro do previsto. Todos os parlamentares votaram a favor do projeto, tirando o senador Eduardo Amorim (PSDB-ES), que já havia votado contra a proposta na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e avisou que votaria contra a reforma desde o início da tramitação.

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Ao longo da tarde, com a ocupação da mesa diretora, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que é a favor do desembarque, chegou a colher assinaturas de parlamentares para tentar modificar o local da votação e garantir a aprovação da reforma.

Veja como cada senador votou na sessão que aprovou a reforma trabalhista

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