Partido da Segurança Pública nega vínculo com convocação de greve geral na internet

Cerca de 500 mil pessoas já confirmaram presença no evento concocado pelo Facebook

O PSPC (Partido da Segurança Pública e Cidadania) negou nesta sexta-feira (21) que tenha qualquer ligação com a greve geral que está sendo convocada para o próximo dia 1° de julho em todo o País.

A ligação da sigla com o ato se deu porque no perfil do criador do evento no Facebook, o músico Felipe Chamone, o PSPC aparecia como uma de suas preferências.

O vice-presidente da executiva nacional da legenda, Geraldo do Espírito Santo Neto, disse que Chamone não tem autorização para falar em nome do PSPC:

— Ele é simpático ao partido, mas não fala em nome do partido, não é dirigente partidário, e está proibido de falar em nosso nome. Não o reconhecemos como sendo dirigente ou falando em nome do partido

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Depois da onda de protestos que tomou as ruas de diversas cidades do País nos últimos dias, Chamone tenta convocar, pela internet, uma greve geral para o dia 1º de julho.

A convocação está sendo divulgada pelo Facebook e, na última sexta-feira (21), tinha cerca de 500 mil pessoas confirmadas.

“Vamos mostrar ao governo que quem faz um país é o povo, e não os políticos”, diz o texto que combina o evento.

O PSPC ainda está em fase de criação. Seus apoiadores estão desde 2008 coletando as assinaturas necessárias para obter a homologação junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Neto não soube contabilizar quantos apoios já o partido obteve até agora para sua criação. O PSPC já tem, no entanto, diretório e comissão executiva provisória 16 Estados.

Apesar de fazer questão de se desvincular do chamamento para a greve geral, o dirigente disse que o PSPC é “a favor de todos os movimentos populares, desde que seja pacífico, ordeiro, com as pessoas realmente lutando por seus direitos negados pela administração pública”.

— Mas, para essa greve do dia 1° agora o partido jamais fez esse chamamento. É de total responsabilidade do senhor Felipe Chamone.

Após a repercussão do caso na internet, Chamone retirou as referências ao PSPC de seu perfil, enquanto o partido retirou sua página no Facebook do ar.