Brasil PF inicia 2ª fase da operação que apura fraudes milionárias na UFPR

PF inicia 2ª fase da operação que apura fraudes milionárias na UFPR

Agentes cumprem mandados de prisão, apreensões e depoimentos obrigatórios na Research

  • Brasil | Do R7

A PF (Polícia Federal) iniciou na manhã desta sexta-feira (3) a segunda fase da Operação Research, que apura fraudes milionárias em bolsas de pesquisa para estudantes-fantasma da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Os alvos dos policiais federais estão em quatro Estados do País.

Cerca de 50 agentes federais estão nas ruas para cumprir cinco mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão e oito de condução coercitiva nas cidades de Curitiba (PR), Sorocaba (SP), Campo Grande (MS) e Erechim (RS). Participam também da ação servidores da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União).

A PF informou, em nota, que o foco da investigação desta sexta-feira é "a prisão do núcleo de pessoas que agia com o objetivo de desviar recursos públicos, a título de bolsas, da Universidade Federal, em conluio com duas servidoras públicas da Universidade Federal do Paraná, que foram presas preventivamente na primeira fase".

Os policiais também cumprem mandados de condução coercitiva contra outros três supostos bolsistas, antes desconhecidos da investigação, dentre outros envolvidos no esquema fraudulento.

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 15 de fevereiro, quando os policiais federais cumpriram 29 mandados de prisão temporária, oito conduções coercitivas, além de 36 mandados de busca e apreensão no Paraná, Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro. Dois dias depois, porém, a Justiça Federal do Paraná determinou a soltura de 25 investigados na operação.

O delegado federal Felipe Hayashi informou que o rombo causado aos cofres públicos foi de R$ 7,5 milhões entre 2013 e 2016.

Os beneficiados, segundo a PF, eram “pessoas desprovidas de regular vínculo de professor, servidor ou aluno da Universidade Federal do Paraná”. Dois servidores públicos federais são acusados de participação no esquema e foram presos cautelarmente.

A operação foi batizada de Research (pesquisa, em inglês), em referência ao objeto da fraude, que eram as bolsas de pesquisa pagas pelo governo federal. Segundo as investigações, os criminosos desviavam recursos destinados a bolsas de estudo no Brasil e no exterior.

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