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A trabalhosa busca dos indígenas por pistas de Phillips e Pereira

Vinte indígenas rastreiam incansavelmente uma área do município de Atalaia do Norte, no oeste do estado do Amazonas

Brasília|

Indígenas fazem buscas em rio da Amazônia na tentativa de encontrar Dom Phillips e Bruno Pereira
Indígenas fazem buscas em rio da Amazônia na tentativa de encontrar Dom Phillips e Bruno Pereira Indígenas fazem buscas em rio da Amazônia na tentativa de encontrar Dom Phillips e Bruno Pereira

Várias canoas de madeira avançam silenciosamente por uma floresta inundada no Vale do Javari, como parte da operação com a qual os indígenas dessa remota região da Amazônia brasileira esperam encontrar "nas próximas horas ou dias" pistas do paradeiro de Dom Phillips e Bruno Pereira.

Desde o desaparecimento do jornalista britânico e do indigenista brasileiro, em 5 de junho, cerca de 20 indígenas da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) rastreiam incansavelmente uma área do município de Atalaia do Norte, no oeste do estado do Amazonas, onde Dom, de 57 anos, e Bruno, de 41, foram vistos pela última vez navegando o rio Itaquaí.

"Trabalhamos das 6h às 18h", relata à AFP o engenheiro-agrônomo Orlando de Moraes Possuelo, consultor da Univaja e coordenador das buscas, às quais se somaram no dia seguinte a Polícia Federal e o Exército, entre outras forças de segurança, em meio a uma forte pressão internacional.

"A busca está sendo feita em canoas pequenas, de madeira, utilizando remos, não são canoas com motor, sobretudo nos 'igapós', áreas da floresta que alagam na época da cheia do rio", acrescentou.

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As buscas pelo jornalista inglês e pelo indigenista brasileiro não param
As buscas pelo jornalista inglês e pelo indigenista brasileiro não param As buscas pelo jornalista inglês e pelo indigenista brasileiro não param

Nas áreas não inundadas, os indígenas, de cinco etnias, rastreiam a pé caminhando sobre a terra enlameada, abrindo caminho com facões na vegetação densa que só permite vislumbrar o que está logo adiante.

Os trabalhos de busca nessa enorme região fronteiriça com o Peru e a Colômbia, onde vivem 19 grupos indígenas isolados e onde atuam narcotraficantes, madeireiros, garimpeiros e pescadores ilegais, não são nada fáceis, mas os indígenas acreditam que em breve terão resultado.

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Especialmente depois que foram encontrados no domingo passado (12) objetos pessoais dos desaparecidos, como roupas e calçados, que segundo os bombeiros estavam submersos perto da casa de Amarildo da Costa Oliveira, o 'Pelado', o único preso até agora por suposto envolvimento com o caso.

Anteriormente, na região de buscas, a polícia encontrou rastro de sangue em um barco de 'Pelado' e material "aparentemente humano", que estão sendo analisados.

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"A gente já está em cima aí do local (...) A gente acredita que nos próximos dias e nas próximas horas vamos (sic) encontrar o resto do equipamento, talvez a embarcação e provavelmente os corpos", explicou Possuelo, que perdeu a esperança de resgatar os dois homens com vida.

Possuelo não descarta a possibilidade de que o desaparecimento de Phillips e Pereira tenha relação com a pesca ilegal de grandes peixes amazônicos, como o pirarucu, de alto valor de mercado. Pereira precisamente ajudava os indígenas a "evitar essa pesca predatória", explicou.

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