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Alvo do FBI por suposta fraude milionária, Patrícia Lélis diz que está 'protegida em outro país'

Polícia dos EUA informou que está em busca da brasileira por acusações que envolvem golpes de R$ 3,4 milhões em imigrantes

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

Patrícia Lélis, procurada pelo FBI nos EUA
Patrícia Lélis, procurada pelo FBI nos EUA Patrícia Lélis, procurada pelo FBI nos EUA (Instagram/@patricialelis — Arquivo)

Procurada pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, a jornalista Patrícia Lélis usou as redes sociais para dizer que está "protegida em outro país". Ela é acusada de se passar por advogada e aplicar golpes em imigrantes. O prejuízo das vítimas é estimado em R$ 3,4 milhões. "Estou protegida em outro país, entreguei os documentos que tenho e estou sendo representada por um dos melhores advogados do país", disse Lélis.

"O governo norte-americano tem a versão deles, eu tenho a minha, que inclui e-mails, fotos, vídeos e ligações. Vocês acham que internet é feita para ser tribunal, e não é assim que as coisas funcionam", completou.

Segundo a denúncia aceita pela Justiça dos EUA, Patrícia simulava ser uma advogada especializada em imigração, prometendo aos clientes a obtenção de vistos de permanência no país.

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O processo diz que a jornalista pedia adiantamentos aos clientes para dar entrada no processo de obtenção de vistos, mas os valores eram transferidos para a conta pessoal dela. Em um dos casos, ela cobrou US$ 125 mil (aproximadamente R$ 600 mil) de uma das vítimas em novembro de 2021.

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A decisão diz que Patrícia "mentiu sobre qualificações profissionais, sobre interações com o governo, com os tribunais e servidores públicos dos EUA, e deturpou transações financeiras supostamente feitas em nome de clientes. Tudo isso enquanto usava o dinheiro para fins pessoais", como o pagamento de cartões de crédito e a compra de uma casa em Arlington, no estado da Virgínia.

Ela é acusada de crimes de fraude financeira, transferência financeira ilegítima e roubo de identidade. Somadas as penas, ela pode pegar até 30 anos de prisão por crimes federais.

Patrícia ficou conhecida em 2016 depois que denunciou que teria sido vítima de estupro pelo deputado Marco Feliciano (PL-SP). O inquérito sobre o caso chegou a ser instaurado, mas a Polícia Civil de São Paulo concluiu que as acusações eram falsas. A jornalista também teve um embate judicial com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por denúncias de agressão. Em relatório, a Polícia Civil do Distrito Federal também disse que Lélis mentiu sobre o caso.

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