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Brasil será autossuficiente na produção de trigo em menos de 3 anos, diz presidente da Embrapa

Em entrevista exclusiva, Celso Moretti afirmou também que país deve se tornar exportador do cereal em menos de uma década

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, é o convidado do JR Entrevista desta quinta-feira (30)
O presidente da Embrapa, Celso Moretti, é o convidado do JR Entrevista desta quinta-feira (30) O presidente da Embrapa, Celso Moretti, é o convidado do JR Entrevista desta quinta-feira (30)

O Brasil deve se tornar autossuficiente na produção de trigo em menos de três anos e será capaz de exportar o cereal em menos de 10 anos. É o que espera o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti, que concedeu entrevista exclusiva ao JR Entrevista desta quinta-feira (30). A conversa completa pode ser conferida no vídeo abaixo:

Ao jornalista Guilherme Portanova, Moretti afirmou que a Embrapa — que completa 50 anos no próximo mês — começou a estudar o trigo há mais de 40 anos. “É a única commodity que o Brasil ainda importa. O trigo é uma cultura de clima temperado, então Estados Unidos, Canadá, Ucrânia, Rússia e Argentina são grandes produtores. A Embrapa, há mais de 40 anos, pesquisa o trigo para melhoramento genético e, em 2012, começamos a trazer trigo para os cerrados”, explicou Moretti.

Além da pesquisa, eventos recentes do cenário internacional, como o conflito entre Rússia e Ucrânia, incentivaram o aumento da produção do cereal no país. “Com o conflito na Ucrânia, os preços do trigo no mercado internacional cresceram e estimularam os produtores brasileiros a plantá-lo. Em três anos, de 2019 a 2022, o Brasil aumentou em quase 70% a produção de trigo. Temos demanda de 13 milhões de toneladas para o mercado doméstico. A continuar nesse ritmo, creio que em menos de três anos o Brasil vai ser autossuficiente na produção de trigo e em menos de 10 anos vamos exportar trigo para o mundo”, previu o presidente.

Em relação à sustentabilidade, Moretti afirmou que “é muito mais interessante [para a agricultura] a floresta em pé do que no chão.” Ele destacou o uso de tecnologias para produzir de maneira mais sustentável e mitigar mudanças climáticas. “Há mais de 25 anos, temos trabalhado na Embrapa com sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta, um exemplo de adaptação”, citou.

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“A bioeconomia é uma forma de trazer renda e gerar emprego. O Brasil é líder hoje em uso de bioinsumos no mundo. Descobrimos, por exemplo, que alguns microrganismos da Amazônia podem ser usados para fixar nitrogênio na cana de açúcar. Em vez de usar adubo nitrogenado, que vem de uma fonte fóssil, o microorganismo pega o nitrogênio da atmosfera e entrega para a planta”, apresentou Moretti.

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