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Campos Neto volta a defender metas de inflação e diz que juros já foram mais altos no Brasil

Presidente do BC reafirmou que as decisões do órgão são estabelecidas coletivamente e após discussões de base técnica

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Senado
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Senado O presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Senado

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a defender nesta quinta-feira (27) o sistema de metas de inflação e a autonomia do BC. Campos Neto também afirmou que, apesar da manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75%, o índice já foi mais alto em outros momentos.

Campos Neto participa de debate no Senado sobre juros, inflação e crédito com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet.

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Sobre o sistema de metas, Campos Neto disse que o modelo funciona em diversos países. "É impressionante como o sistema de metas faz a inflação cair rapidamente e ficar dentro de uma banda muito mais estreita. Quando a gente olha o sistema de metas no Brasil, ela sempre ficou grande parte do tempo dentro da banda. Tivemos apenas sete estouros em 24 anos.”

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A meta de inflação define um limite da variação máxima que a inflação deve sofrer em determinado período e funciona como uma âncora para as expectativas dos agentes sobre a inflação futura. No Brasil, essa meta é definida pelo Conselho Monetário Nacional, e cabe ao Banco Central adotar as medidas necessárias para alcançá-la. A meta para 2023 é de inflação de 3,25%.

Campos Neto também disse que a inflação é um “imposto perverso” e está ligada à confiança do consumidor. "A inflação de curto prazo tem caído, mas muito lentamente, e os núcleos continuam altos. Esse último número que saiu ficou um pouco acima", avaliou.

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Apesar de admitir que a inflação tem caído lentamente, o presidente do BC contestou a tese defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela equipe econômica do governo de que a inflação atual é de oferta (quando a alta de preços é causada por custos de produção mais elevados). 

“O nosso diagnóstico é que não é uma inflação de oferta. E, portanto, precisa do trabalho que está sendo feito. E, mesmo quando há inflação de oferta, é importante destacar que a tarefa do Banco Central é combater o chamado efeito secundário, quando a inflação de oferta atinge toda a cadeia.”

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Taxa básica de juros

Ao falar sobre a taxa de juros, atualmente em 13,75% ao ano, Campos Neto afirmou que o índice já esteve em patamares superiores. “O juro real brasileiro é alto, sim, mas já foi muito mais alto. Ele está, inclusive, abaixo da média histórica e da média recente. Não estou defendendo juro real alto, só estou dizendo que é uma ferramenta utilizada”, explicou.

Autonomia do Banco Central

Sobre a autonomia do BC, Campos Neto disse ser consenso que a autonomia provoca menor nível de inflação e de volatilidade da inflação. “Ainda temos algumas vantagens em termos de aumento de crédito”, afirmou. Para ele, a autonomia do órgão “maximiza o ganho para a sociedade no longo prazo”.

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