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'Democracia só será consolidada quando tivermos a tolerância', diz presidente da CNM

Paulo Ziulkoski fez declaração  nesta terça-feira (26) em evento que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro

Brasília|Plínio Aguiar e Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em evento em Brasília
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em evento em Brasília O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em evento em Brasília

Em meio a crise entre o Judiciário e o Executivo, o presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, afirmou, nesta terça-feira (26), que a democracia será consolidada somente quando houver tolerância entre os partidos e políticos brasileiros.

"Queremos ressaltar e sublinhar que aqui está a divergência do Brasil. Aqui estão prefeitos de todos os partidos. Aqui tem prefeitos da extrema esquerda, da esquerda, do centro, da direita, não vou qualificar os partidos, mas todos estão aqui convivendo de maneira pacífica. E é isso que queremos para o Brasil", disse Ziulkoski.

"Nós queremos que a diversidade, sim, ela existe, mas a democracia só será consolidada quando tivermos a tolerância. E nós estamos aqui dizendo, senhor presidente, que esse é o nosso papel, com muito orgulho. Todos aqui convivendo, prefeitos de partidos totalmente diferentes, mas sempre por uma causa comum, porque esse é um evento de municípios", completou.

As declarações foram feitas durante a XXIII Marcha dos Municípios, em Brasília. O evento reúne prefeitas e prefeitos de diversas cidades brasileiras para apresentar a pauta prioritária aos demais poderes. Participaram da cerimônia o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira (PP-AL), respectivamente, além de ministros.

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O presidente da República abriu uma crise pública com o Judiciário após conceder perdão ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), seu aliado político. A medida foi anunciada um dia após o STF (Supremo Tribunal Federal) condenar Silveira a oito anos e nove meses de prisão, cassar o mandato, suspender os direitos políticos dele e torna-lo inelegível pelos próximos oito anos.

O perdão concedido a Silveira por Bolsonaro significa, na prática, a absolvição das penas estabelecidas pela Suprema Corte e o impedimento ao cumprimento da condenação. Na noite desta segunda-feira (25), a ministra Rosa Weber deu dez dias para que o presidente explique o motivo do indulto.

Silveira foi condenado pela Corte pelos crimes de coação no curso do processo e de ameaça de abolição do Estado democrático de Direito. A denúncia foi oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República), comandada por Augusto Aras.

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