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Depois de duas horas de depoimento, pai de Mauro Cid deixa PF nesta terça

General Mauro Cesar Lourena Cid é investigado por suspeita de vender joias e presentes oficiais recebidos por Bolsonaro

Brasília|Do R7, em Brasília

General depôs por cerca de duas horas
General depôs por cerca de duas horas General depôs por cerca de duas horas (Reprodução/R7 - 26.03.2024)

O general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, prestou depoimento à Polícia Federal por cerca de duas horas nesta terça-feira (26). Ele chegou à sede da corporação em Brasília por volta de 13h50 e saiu às 16h20. O militar é investigado pela suspeita de vender ilegalmente joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em uma operação de combate a crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligados ao caso das joias recebidas por Bolsonaro. O general foi um dos alvos.

De acordo com a PF, pai e filho teriam utilizado "a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues em missões oficiais por autoridades estrangeiras a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior".

A Polícia Federal identificou o rosto do general no reflexo de uma foto utilizada para negociar, nos Estados Unidos, esculturas recebidas como presente oficial. A imagem foi anexada ao documento de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira (22), o tenente-coronel Mauro Cid foi ouvido pelo STF sobre o áudio vazado em que ele fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes. No material, o militar alegou ter sido coagido pelos investigadores da PF. O tenente-coronel voltou a ser preso após o depoimento. Desde então, os benefícios da delação estão sob análise e podem ser rescindidos. O depoimento ao STF durou cerca de meia hora e o tenente-coronel chegou a desmaiar durante a oitiva.

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A PF sabe para quem Mauro Cid enviou os áudios em que criticou a conduta da corporação e do ministro Alexandre de Moraes no acordo de delação premiada. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (25) à RECORD, mas a identidade do interlocutor permanece em sigilo.

O STF justificou o novo mandado de prisão por descumprimento das medidas cautelares e obstrução à Justiça. A defesa de Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, divulgou uma nota na quinta-feira (21) negando que o millitar questione as investigações da PF sobre ele. O comunicado diz que o tenente-coronel passa por um momento de angústia pessoal devido às apurações da corporação.

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