Brasília Em 20 dias, 3.091 celulares foram apreendidos em presídios no Brasil

Em 20 dias, 3.091 celulares foram apreendidos em presídios no Brasil

Aparelhos foram retirados durante três operações do Ministério da Justiça, que ocorreram no final de 2023 e no começo de 2024

  • Brasília | Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

Foram apreendidos 3 mil celulares em prisões

Foram apreendidos 3 mil celulares em prisões

Divulgação / Senappen / MJSP

Em 20 dias, 3.091 aparelhos celulares foram apreendidos em 87 presídios do Brasil, segundo o Ministério da Justiça. Os telefones foram retirados durante três operações da Secretaria Nacional de Política Penais, que ocorreram no final de 2023 e no começo deste ano. A pasta informou que a operação visa combater o crime organizado e violência nas ruas.

A ação teve início em outubro. Na primeira fase, 1.166 aparelhos celulares foram apreendidos. Os agentes também recolheram um revólver, armas brancas e substâncias análogas a entorpecentes. No total, 2,8 mil celas e 55 mil presos foram revistados. Em dezembro foi o período com maior número de apreensões, com 1.294 celulares.

A Secretaria Nacional de Política Penais informou que não serão divulgados quais estados apresentaram mais apreensões. Em 11 unidades da federação, o recolhimento foi considerado elevado, mas em oito estados nenhum eletrônico foi encontrado.

As unidades federativas são responsáveis pela administração direta das penitenciárias e adotam medidas conforme a realidade de cada uma para prevenção de entrada de materiais ilícitos nas prisões.

Projetos para bloquear celulares em cadeias

Ao menos três projetos de lei que propõem o uso de bloqueadores de sinal de celular em presídios estão parados no Congresso Nacional há mais de dez anos. O Brasil não conta com nenhuma legislação específica que obrigue a instalação de bloqueadores de celular em presídios.

Um projeto proposto em 2016 pelo Cabo Sabino (então no PR  do Ceará; hoje filiado ao Avante-CE) prevê aumento da pena para o crime de ingresso ou facilitação de entrada de aparelho eletrônico em presídios, mas a proposta foi arquivada em 2017.

Outro projeto determina que empresas de telefonia instalem bloqueadores de sinais nos presídios. O texto chegou a passar pela Câmara e desde 2015 aguarda apreciação no Senado (leia mais aqui)

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