Brasília Grupo fecha trecho da BR-040 em ato contra derrubadas

Grupo fecha trecho da BR-040 em ato contra derrubadas

Via é bloqueada na altura do Catetinho, sentido Brasília; grupo diz que não foi notificado sobre ação do DF Legal em área invadida

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Moradores de Santa Maria fecham BR-040 em protesto contra derrubada de casas

Moradores de Santa Maria fecham BR-040 em protesto contra derrubada de casas

Reprodução

Moradores de uma quadra de Santa Maria, no Distrito Federal, fecharam a BR-040 no trecho próximo ao viaduto do Catetinho, no sentido Plano Piloto, na manhã desta terça-feira (5). O grupo protestou contra a derrubada de casas em uma área invadida, segundo a Polícia Militar.

Com o fechamento da via, os veículos ficaram impedidos de seguir pela rodovia em direção à Epia Sul. Muitos ônibus do BRT se concentraram na faixa exclusiva, com passageiros descendo e seguindo a pé.

Os manifestantes atearam fogo em pneus e entulho e usaram megafones para pedir pelo fim das derrubadas. O grupo também exibiu faixas dizendo que a área onde houve a ação da Secretaria de Estado da Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) não é invasão. Eles se queixam de que não foram notificados pelo governo.

Os participantes do protesto são moradores das quadras AC 403 e AC 404. "Não somos invasores. O Quinhão 23 é área particular", dizia uma faixa. Dezenas de pessoas estiveram no ato. Segundo o morador Dênis Coutinho, a população quer o fim das derrubadas.

Às 6h45, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros negociavam com os manifestantes a liberação de uma das faixas da rodovia. Pouco antes das 7h, as corporações informaram que o grupo deixava o local e que a pista seria liberada assim que o fogo fosse apagado.

Às 7h03 a via foi totalmente liberada, mas o trânsito seguia intenso. A retenção atingia também a via de acesso à rodovia.

Por nota, a DF Legal disse que a área onde houve a ação da secretaria é destinada a equipamentos públicos da Secretaria de Educação, como escolas e creches, cedida pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Segundo a pasta, o espaço “tem sido objeto de reiteradas tentativas de ocupação irregular, por moradores da própria região, sem autorização do poder público ou alvará de construção”.

Sobre a remoção dos moradores, a DF Legal afirmou que o procedimento “segue as regras do Governo do Distrito Federal para a distribuição de lotes, de acordo com a legislação específica e a lista da Codhab”.

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