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GSI demite militar após investigação apontar envolvimento com atos do 8 de Janeiro

Carlos Onofre Serejo Luz Sobrinho atuava na coordenação-geral da pasta; a exoneração foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Invasão do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro
Invasão do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro Invasão do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Amaro dos Santos, demitiu o coronel do Exército brasileiro Carlos Onofre Serejo Luz Sobrinho da função de coordenador-geral da pasta. A decisão foi tomada depois que o ministério concluiu uma investigação interna sobre o 8 de Janeiro. A apuração foi compartilhada com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos extremistas e, segundo o colegiado, mostra que o militar teve algum tipo de envolvimento com os episódios. O R7 pediu um posicionamento ao GSI e aguarda a resposta.

A exoneração de Luz Sobrinho foi publicada nesta terça-feira (29) no Diário Oficial da União (D.O.U.). No início deste mês, o coronel teve os sigilos telefônico e telemático derrubados pela CPMI do Congresso Nacional sobre os episódios de 8 de janeiro. O colegiado aprovou as quebras de sigilo alegando o fato de o militar ter sido mencionado na investigação do GSI como envolvido nos atos de vandalismo.

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O requerimento que pediu a retirada dos sigilos foi apresentado pela relatora da CPMI, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA). No documento, a parlamentar disse que a medida era necessária porque “na sindicância instaurada no âmbito do Gabinete de Segurança Institucional para apurar as ocorrências relacionadas ao 8 de Janeiro de 2023, e compartilhada com esta CPMI, o agente público acima foi identificado como envolvido, depondo sobre os fatos”.

“Após análise do material encaminhado, verifica-se a necessidade de aprofundar as investigações, de modo a trazer os esclarecimentos necessários sobre o papel desempenhado pelo referido agente no GSI no período eleitoral, durante a existência dos acampamentos golpistas e nos desdobramentos do 8 de Janeiro. Desse modo, é necessária a quebra do sigilo telemático, conforme indicado no corpo do requerimento”, ressaltou a relatora.

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Ex-ministro não teve culpa, segundo apuração

A mesma investigação interna do GSI que acusou Luz Sobrinho de envolvimento nos atos de vandalismo concluiu que o então ministro da pasta à época dos episódios, o general Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido por G. Dias, não teve culpa pela invasão e depredação do Palácio do Planalto.

A apuração do GSI foi feita por meio de uma sindicância e durou em torno de quatro meses, entre 31 de janeiro e 6 de junho. O processo foi conduzido pelo secretário-executivo do GSI, Ivan de Sousa Corrêa Filho. No texto final da sindicância, ele diz que G. Dias atuou “de acordo com o esperado” diante dos ataques ao Palácio do Planalto.

“Quanto à conduta adotada pelo então ministro Gonçalves Dias, de estar presente e atuando no interior do Palácio do Planalto durante as invasões, este sindicante chega à conclusão que o militar tenha adotado técnicas de negociação e coordenação dos demais agentes do GSI, quanto à retomada das instalações, varredura dos andares e detenção dos manifestantes no 2º andar do Palácio, estando de acordo com o esperado de uma autoridade em sua posição naquela situação", escreveu Corrêa Filho no relatório.

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