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Investigação interna do GSI diz que ex-ministro Gonçalves Dias não teve culpa por atos do 8 de Janeiro

Sindicância feita pela pasta afirma que o general agiu ‘de acordo com o esperado’ na invasão e depredação do Palácio do Planalto

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Sindicância diz que G. Dias atuou 'de acordo com o esperado'
Sindicância diz que G. Dias atuou 'de acordo com o esperado' Sindicância diz que G. Dias atuou 'de acordo com o esperado'

Uma investigação interna feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sobre os atos de vandalismo do 8 de Janeiro em Brasília concluiu que o então ministro da pasta na época dos episódios, general Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido por G. Dias, não teve culpa pela invasão e depredação do Palácio do Planalto.

A apuração do GSI foi feita por meio de uma sindicância e durou em torno de quatro meses, entre 31 de janeiro e 6 de junho. O processo foi conduzido pelo secretário-executivo do GSI, Ivan de Sousa Corrêa Filho, que compartilhou o relatório da investigação com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional sobre os atos de 8 de janeiro.

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No texto final da sindicância, Corrêa Filho diz que G. Dias atuou “de acordo com o esperado” em relação aos ataques ao Palácio do Planalto.

“Quanto à conduta adotada pelo então ministro Gonçalves Dias, de estar presente e atuando no interior do Palácio do Planalto durante as invasões, este sindicante chega à conclusão de que o militar tenha adotado técnicas de negociação e coordenação dos demais agentes do GSI, quanto à retomada das instalações, varredura dos andares e detenção dos manifestantes no 2º andar do Palácio, estando de acordo com o esperado de uma autoridade em sua posição naquela situação", escreveu Corrêa Filho no relatório.

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G. Dias previu ‘problemas’ na manhã dos ataques

Mensagens obtidas pelo R7 revelam que, ao longo dos dias que antecederam o 8 de Janeiro, a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não acreditava no potencial dos ataques às sedes dos Três Poderes, mesmo tendo acesso a informações do planejamento dos extremistas, em redes sociais e no acampamento no quartel-general do Exército, em Brasília. Dois dias antes da invasão dos prédios dos Três Poderes, o risco de uma ação violenta chegou a ser apontado como "bravata" pela Abin.

As mensagens foram trocadas entre G. Dias, o diretor-adjunto da Abin, Saulo Moura Cunha, e o secretário de Planejamento e Gestão da agência, Leonardo Singer. O ex-ministro recebeu cerca de 20 relatos de Cunha nos dias anteriores à ação dos extremistas que davam conta do baixo risco de uma ação violenta, mas foi só na manhã do dia 8 que ele reconheceu: "Vamos ter problemas".

As mensagens também revelam como dirigentes da cúpula da Abin chegaram a discutir um plano para se blindarem ("de todas as formas, mas sem relar no G. Dias") que envolveria até "conseguir um espaço" com alguém próximo ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

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