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Lula diz estar convencido de que alguém facilitou entrada de extremistas no Planalto

O presidente afirmou que houve 'muita gente conivente' com os atos de vandalismo ocorridos em Brasília no último domingo (8)

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O presidente Lula durante reunião com governadores no Palácio do Planalto
O presidente Lula durante reunião com governadores no Palácio do Planalto O presidente Lula durante reunião com governadores no Palácio do Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (12), estar convencido de que as portas do Palácio do Planalto foram abertas para que manifestantes extremistas entrassem e invadissem o edifício durante a invasão realizada no último domingo (8).

"Estou esperando a poeira baixar, mas quero ver as fitas que foram gravadas dentro do STF, do Planalto. Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente. Estou convencido de que a porta do Palácio do Planalto foi aberta para que gente entrasse, porque não tem porta quebrada, significa que alguém facilitou a entrada", argumentou Lula.

Lula afirmou, ainda, que "jamais imaginou que poderia acontecer o que aconteceu". "Se me perguntar se eu sabia o que ia acontecer, eu não sabia, nem previa", garantiu. O presidente destacou, ainda, que fará uma "triagem profunda" no Planalto.

"Nós estamos no momento de fazer uma triagem profunda. Porque a verdade é que o Palácio estava repleto de bolsonaristas, de militares, e estamos vendo se a gente consegue corrigir para colocar funcionários de carreira, de preferência funcionários civis que estavam aqui e foram afastados, transferidos de departamento para que isso se transformasse num gabinete civil", completou.

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Atos de vandalismo

No último domingo (8), extremistas invadiram os prédios dos Três Poderes (Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal), deixando um rastro de destruição. Diante do cenário, o presidente decretou intervenção federal na área de Segurança Pública do Governo do Distrito Federal até 31 de janeiro. 

Cerca de 1.500 extremistas foram presos no DF por participação nos atos antidemocráticos. De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Paulo Pimenta, a Polícia Federal (PF) já lavrou 1.261 autos de prisão e apreensão em decorrência da invasão.

A Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape) divulgou na quarta-feira (11) que 1.028 extremistas foram transferidos para presídios. Entre os detidos, estão 637 homens e 391 mulheres, que foram levados, respectivamente, para o Complexo Penitenciário da Papuda e para a penitenciária feminina de Brasília, conhecida como Colmeia.

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