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Mensagem obtida pela PF revela suposto esquema para entregar a Bolsonaro US$ 25 mil 'em mãos'

As autoridades querem saber se o dinheiro faz parte do suposto esquema de venda ilegal de joias recebidas pelo ex-presidente

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

'Kit Ouro Rosé', que Mauro Cid teria tentado leiloar
'Kit Ouro Rosé', que Mauro Cid teria tentado leiloar 'Kit Ouro Rosé', que Mauro Cid teria tentado leiloar

A Polícia Federal localizou mensagens que mostram a organização de um suposto esquema para entregar "em mãos" ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) US$ 25 mil, o que equivale a mais de R$ 122 mil. A corporação quer saber se o dinheiro é fruto da venda ilegal de presentes dados a Bolsonaro por autoridades estrangeiras em missões oficiais. 

As mensagens foram colhidas do celular de um dos ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid. Em uma conversa entre o militar e Marcelo Câmara, assessor especial do gabinete pessoal de Bolsonaro, Cid evidencia estar com receio de usar o sistema bancário para fazer repasses ao ex-presidente e sugere: "Tem US$ 25 mil com meu pai. Eu estava vendo o que que era melhor fazer com esse dinheiro, levar em 'cash' aí. Meu pai estava querendo inclusive ir aí falar com o presidente [...] E aí ele poderia levar. Entregaria em mãos", diz o ex-ajudante. Ele acrescenta que há a possibilidade do depósito, mas diz achar que "quanto menos movimentação em conta, melhor, né?".

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O pai de Cid é o general Mauro César Lourena Cid, um dos alvos da operação da Polícia Federal desta sexta-feira (11) que busca combater crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligados ao caso das joias recebidas por Bolsonaro de governos estrangeiros. Segundo as investigações, o general estava no esquema de vendas e era o responsável por negociar joias e outros bens ganhos pelo ex-presidente.

À época da troca de mensagens, em 18 de janeiro, Bolsonaro já não era mais presidente e estava morando nos Estados Unidos. Ele só retornou ao país em 30 de março. O R7 acionou a defesa do ex-chefe de Estado e aguarda o retorno. 

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Operação

Além de Lourena Cid, foram alvo da operação da PF o tenente do Exército Osmar Crivelatti e o ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef. Eles são suspeitos de ter vendido joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente.

De acordo com a PF, eles teriam utilizado "a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado por meio da venda desses itens no exterior".

As quantias obtidas com essas operações, ainda de acordo com a investigação, "ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, a localização e a propriedade dos valores". A Polícia Federal não informou o lucro que os suspeitos teriam obtido com a suposta venda das joias e dos presentes.

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