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Saiba quem são as dez pessoas da mesma família mortas em chacina no Distrito Federal

O caso veio à tona com o desaparecimento da cabeleireira Elizamar da Silva e dos filhos dela, em 13 de janeiro

Brasília|Do R7, em Brasília

Familiares mortos na chacina
Familiares mortos na chacina Familiares mortos na chacina

Após 11 dias de investigação, a Polícia Civil do DF identificou os dez integrantes da mesma família que foram mortos em uma chacina no Distrito Federal. O caso começou com o desaparecimento da cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos, e dos três filhos menores de idade dela, em 13 de janeiro. Foram feitas prisões no DF, Goiás e Minas Gerais.

Veja abaixo quem são as vítimas da chacina no Distrito Federal: 

Elizamar da Silva

Elizamar da Silva tinha 39 anos, era cabeleireira e casada com Thiago Gabriel. Ela desapareceu com os três filhos menores de idade — Gabriel da Silva, de 7 anos, e os gêmeos Rafael da Silva e Rafaela da Silva, de 6 anos. Segundo relatos de familiares, ela teria sido vista pela última vez na casa da mãe de Thiago, Renata Belchior, no condomínio Residencial Novo Horizonte, no Itapoã (DF), na madrugada de 13 de janeiro.

O desaparecimento de Elizamar foi registrado pelo seu filho mais velho. No mesmo dia do desaparecimento, um carro carbonizado com quatro corpos foi encontrado em uma rodovia de Cristalina (GO), no Entorno do Distrito Federal.

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Leia também: 'A vida dela acabou por nada', diz filha de vítima em caso de corpos carbonizados

Na última quinta-feira (19), a Polícia Civil de Goiás confirmou que os corpos carbonizados eram de Elizamar da Silva e dos três filhos menores de idade. Os homens que foram presos por suspeita de envolvimento na chacina da família disseram aos policias que a mulher e as crianças foram levadas para fora do DF e, na rodovia, eles foram sufocados dentro do carro. Depois, os corpos foram queimados dentro do carro da família.

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Thiago Gabriel

Marido de Elizamar da Silva, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira tinha 30 anos. Seu desaparecimento foi registrado em 15 de janeiro, juntamente com o da irmã, Gabriela Belchior, e o dos pais, Renata Belchior e Marcos Antônio. Durante as investigações, um dos suspeitos de envolvimento nos desaparecimentos teria contado à polícia que Thiago e Marcos seriam os responsáveis por encomendar a morte dos familiares.

De acordo com a Polícia Civil, os homens informaram que Thiago estaria interessado em uma quantia de dinheiro que seria de Elizamar. Pai e filho tinham passagens pela polícia. As investigações passaram a seguir uma nova linha após o corpo de Marcos Antônio ser identificado.

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Em 23 de janeiro, o delegado responsável pelo caso, Ricardo Viana, disse que um bilhete teria sido usado para atrair Thiago, a esposa e os três filhos para uma chácara, onde a chacina teria começado. "Chefe, como está seu dia? Vou precisar de ajuda urgente. Thiago, tem como você vir na chácara que vou explicar o que aconteceu. Se puder vir hoje com a Liza [Elizamar] e os meninos", diz a mensagem.

Veja o recado abaixo:

Bilhete para Thiago Gabriel, esposo da cabelereira Elizamar da Silva
Bilhete para Thiago Gabriel, esposo da cabelereira Elizamar da Silva Bilhete para Thiago Gabriel, esposo da cabelereira Elizamar da Silva

Na madrugada desta terça-feira (24), três corpos foram encontrados dentro de uma cisterna, em Planaltina (DF), após um dos suspeitos informar à polícia o local do crime, uma chácara abandonada. Thiago Gabriel foi identificado no mesmo dia como uma das vítimas.

Marcos Antônio

Marcos Antônio tinha 54 anos, era pai de Thiago Gabriel e sogro da cabeleireira Elizamar da Silva. Ele foi dado como desaparecido em 15 de janeiro, juntamente com a esposa, Renata Belchior, e os filhos, Thiago e Gabriela Belchior.

No dia 18, a Polícia Civil do Distrito Federal encontrou o corpo de Marcos no terreno em que a sogra e a cunhada de Elizamar estavam sendo mantidas em cárcere privado. De acordo com os policiais, a vítima foi esquartejada.

À Record TV, o filho mais velho da cabeleireira afirmou que Marcos e Thiago tinham uma boa relação com os filhos. Ele ainda falou que as vítimas conheciam os suspeitos de envolvimento no crime.

Renata Belchior

Renata Belchior, de 52 anos, era esposa de Marcos Antônio e mãe de Thiago Gabriel. No dia seguinte ao registro policial sobre o desaparecimento dela, um segundo veículo, registrado no nome do marido de Renata, foi encontrado com dois corpos carbonizados dentro.

Nesta quarta-feira (24), a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que um dos corpos é da sogra da cabeleireira. O perito responsável explicou que a identificação aconteceu por meio de análises de DNA, tendo como base o material genético de Marcos Antônio.

De acordo com o depoimento de um dos suspeitos, Renata teria ficado em cárcere privado por cerca de duas semanas.

Gabriela Belchior

Gabriela Belchior tinha 25 anos e era filha de Renata com Marcos Antônio. O corpo dela foi encontrado carbonizado junto com o da mãe em uma rodovia de Unaí (MG). Assim como Renata, ela foi mantida em cárcere privado no mesmo terreno em que o corpo de Marcos foi encontrado.

Em depoimento, o namorado de Gabriela afirmou que teve dificuldade de entrar em contato com a namorada desde 28 de dezembro do ano passado. Ele disse que a última vez que conseguiu falar com ela foi em 2 de janeiro. Para ele, a vítima disse que teria feito uma viagem de emergência com os pais.

Cláudia Regina Marques

Cláudia Regina era ex-esposa de Marcos Antônio e mãe de Ana Beatriz Marques, que também foi encontrada morta. Um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dela foi registrado no último dia 16 e o corpo de Cláudia foi encontrado na madrugada desta terça-feira (24) dentro de uma cisterna em Planaltina (DF).

Segundo o depoimento de um dos suspeitos, Cláudia também foi mantida em cárcere privado e o carro dela foi usado por Gideon Batista e Horácio Carlos, presos em 17 de janeiro.

Ana Beatriz Marques

O corpo de Ana Beatriz Marques, de 19 anos, foi o último a ser identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Filha de Marcos com Cláudia, Ana Beatriz foi encontrada junto com a mãe e o irmão (Thiago) em uma cisterna.

Assim como Cláudia, Ana Beatriz foi mantida em cárcere privado e apresentava ferimentos no corpo. De acordo com os policiais, as vítimas que foram mantidas em cárcere privado teriam sofrido agressões físicas.

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