Folha Vitória Atividade física moderada pode prevenir enxaqueca

Atividade física moderada pode prevenir enxaqueca

O tratamento de uma das dores mais incapacitantes do mundo envolve o uso de medicamentos e adoção de novos hábitos, principalmente os exercícios físicos

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Foto: Divulgação / Adobe Stock
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Uma das doenças mais incapacitantes do mundo atinge mais de 30 milhões de brasileiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A enxaqueca causa dores de cabeça extremamente fortes, acompanhadas de outros sintomas como náuseas e até mesmo alteração na visão.

O tratamento para a enxaqueca tem como base a prevenção de novas crises. Por isso, é preciso cuidar dos hábitos e da rotina - incluindo a atividade física como uma grande aliada.

O que é a enxaqueca?

A enxaqueca é, muitas vezes, confundida com outras dores de cabeça, o que acaba atrapalhando o diagnóstico e a resolução do problema. Saber identificar os sinais, sintomas e a frequência dessa dor é fundamental para tratá-la.

A enxaqueca é um tipo de cefaleia que provoca dores latejantes de apenas um lado da cabeça. Pode vir acompanhada de náuseas, vômito, intolerância ao som, à luz e odores fortes. Essas crises podem durar de quatro a até 72 horas.

Em casos mais graves, a enxaqueca acompanha uma aura premonitória, em que a pessoa tem a visão embaçada ou enxerga pontos luminosos, ou ainda manchas escuras.

O distúrbio é mais comum em adolescentes e adultos jovens e afeta mais as mulheres do que os homens.

A enxaqueca tem base biológica e se manifesta em pessoas com predisposição genética. Apesar dessa tendência, suas causas são multifatoriais, que têm a ver com hábitos e a saúde da pessoa.

A enxaqueca tem múltiplas causas

Além do fator genético, existem alguns gatilhos já conhecidos que podem desencadear nas crises de enxaqueca.

- Estresse;

- Consumo de açúcar, café, bebidas alcoólicas e queijos de sabor forte, além de alimentos ultraprocessados como os embutidos;

- Tabagismo;

- Cheiros fortes;

- Insônia;

- Ansiedade;

- Alterações hormonais.

Minha dor de cabeça é enxaqueca?

Ao identificar os sinais da enxaqueca, é preciso procurar um médico neurologista. Não há um exame específico capaz de diagnosticá-la, mas este profissional fará um levantamento do histórico familiar e a avaliação das queixas do paciente.

Geralmente, para ser enxaqueca, a dor unilateral precisa estar acompanhada de três a quatro dos seguintes sintomas: dor latejante, enjoos, vômitos, fotofobia, fonofobia, aversão a cheiros, piora dos sinais quando se movimenta, irritabilidade e depressão.

Enxaqueca tem tratamento

Não há cura para esse distúrbio, mas aliar o tratamento com novos hábitos é capaz de permitir que a pessoa viva por muitos anos sem as crises.

Por isso, o principal procedimento de combate à enxaqueca é a prevenção. De acordo com cada caso, intensidade e frequência das dores, o médico pode indicar o uso de medicamentos.

Os analgésicos podem ser utilizados para alívio rápido dos sintomas. O profissional também pode avaliar a prescrição de triptanos e outras medicações. Alguns profissionais fazem, ainda, uso da toxina botulínica para o relaxamento dos músculos da face, para reduzir os episódios de dor.

Como a enxaqueca tem mais de uma causa, o médico também vai avaliar a saúde mental e a saúde física do paciente. Sendo assim, a adoção de uma rotina saudável é parte do tratamento como qualquer outra terapia. Alimentação equilibrada, sono de qualidade e atividades físicas precisam entrar nos hábitos da pessoa com enxaqueca.

Como a atividade física pode me ajudar com a enxaqueca?

A prática de exercícios de intensidade moderada ajuda a prevenir a enxaqueca: esse é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil).

O estudo evidenciou o que muitos profissionais da saúde já defendiam, que a atividade física é uma das bases do tratamento das doenças crônicas, incluindo as cefaleias.

Quando uma pessoa se exercita, o corpo libera a endorfina, o hormônio do bem-estar e que funciona como analgésico natural do corpo. A atividade física também reduz o estresse e ajuda a regular o sono, que são fortes gatilhos para o desencadeamento das crises.

Atividade x frequência

Os pesquisadores orientam que o exercício físico precisa ser cardiovascular. Ou seja, é fundamental dar preferência para caminhadas, corrida, bicicleta, ioga, natação e remo, por exemplo.

Quanto à frequência, as evidências da pesquisa mostram que a atividade precisa ser praticada por, no mínimo, 150 minutos semanais ou 75 minutos de maneira mais intensa, bem distribuídos durante os sete dias.

A pesquisa evidenciou, ainda, que as pessoas sedentárias sofrem mais de enxaqueca do que pessoas que se movimentam.

Os cientistas alertaram também que os exercícios devem ser praticados antes das crises, nunca durante. 

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