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Comerciante e PM são presos por vender celulares roubados ou adulterados no ES

Suspeitos vendiam produtos para clientes de todo o país e utilizavam contas bancárias em nome de terceiros para aplicar golpes nas...

Folha Vitória|

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O proprietário de uma loja de artigos eletrônicos e um policial militar da reserva foram presos nesta quinta-feira (25), em Barra de São Francisco, no Noroeste do Estado, por venda de produtos adulterados a clientes de todo o país. 

Além das prisões, a Polícia Civil apreendeu uma vasta quantidade de celulares, tablets e notebooks no local, uma loja de eletrônicos de estrutura luxuosa, no mesmo município, como parte da Operação Cydia Pomonella. A maioria dos aparelhos era da marca Apple.

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De acordo com os policiais, os homens já eram alvo de investigação há um ano, e que identificaram diversas irregularidades nos serviços da empresa. Muitas das pessoas não recebiam seus produtos ou recebiam aparelhos adulterados pela dupla. 

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“Os responsáveis pela loja comercializavam produtos para vítimas de vários estados da federação, que adquiriam equipamentos eletrônicos com preços abaixo do praticado no mercado, porém não recebiam os objetos comprados ou recebiam aparelhos adulterados”, explicou o titular da 14ª Delegacia Regional, delegado Leonardo Forattini.

O método dos suspeitos passava pela abertura de contas com dados de outras pessoas para vender os produtos pela internet. Se um comprador se interessasse pelos aparelhos, o comerciante solicitava o pagamento via Pix para ser depositado em uma destas contas. 

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O comprador efetuava o pagamento, mas nunca recebia o produto. Os poucos que receberam, abriam em casa produtos com restrição de furto ou roubo. Segundo o delegado, os crimes lesaram dezenas de pessoas por todo o Brasil. 

“Identificamos, pelo menos, 50 vítimas em todo o País. Muitas que sequer receberam a encomenda. Aqui, na cidade, encontramos uma pessoa que comprou um aparelho novo, na caixa, e quando foi ativar constatou que o IMEI estava com restrição de furto/roubo. Também há relatos de aparelhos que quebraram pouco tempo depois de serem comprados”, relatou o delegado Leonardo Forattini.

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Além disso, a investigação apontou que as adulterações nos produtos vendidos pela dupla causava a inutilização dos aparelhos pouco tempo após o início do uso. 

Durante as buscas na loja, diversos aparelhos com restrição de furto e roubo foram apreendidos, além de carcaças de telefones que teriam sido utilizadas em outros aparelhos, além de notebooks, tablets e caixas vazias de celulares. 

A investigação aponta a prática de diversos crimes de estelionato, receptação qualificada pelo exercício da atividade comercial, falsificação de documento particular, crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor e crimes contra a ordem tributária.

Em outro inquérito, os policiais também investigam os suspeitos por extorsão, uma vez que teriam chantageado duas pessoas para que abrissem contas bancárias para ser usadas nos golpes. 

Assista ao vídeo com os produtos apreendidos

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