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Falta de BCG obriga municípios do ES a racionar vacina para bebês; saiba o que fazer

A BCG, é uma das primeiras vacinas a ser administrada em bebês recém-nascidos. Ela protege contra a tuberculose, doença altamente contagiosa e que afeta os pulmões

Folha Vitória

Folha Vitória|Do R7

Unidades de Saúde da Grande Vitória estão racionando doses da vacina BCG. Em alguns municípios, a rede de frio onde os imunizantes ficam estocados, já não têm mais vacinas.

É o caso de Vitória. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), o município está recebendo 60% da cota da vacina, que é enviada aos Estados pelo Ministério da Saúde. 

A pasta informou ainda que o estoque na rede de frio está "zerado" e que há poucas doses disponíveis em algumas unidades de saúde, além dos serviços vacinadores (maternidades).

Folha Vitória
Folha Vitória Folha Vitória

A BCG, é uma das primeiras vacinas a serem administradas em bebês recém-nascidos. O imunizante protege contra as formas graves da tuberculose, doença altamente contagiosa e que afeta os pulmões. No calendário de vacinação da criança, ela deve ser aplicada em uma dose única, ao nascer.

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Porém, um comunicado oficial do Ministério da Saúde feito aos Estados brasileiros sobre o uso operacional do imunizante BCG, em maio deste ano, alertou sobre a disponibilidade da vacina que desde então, está limitada ao estoque nacional.

Na época, a secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orientou os municípios, inclusive, a ofertarem a vacina em dias alternados nas maternidades, considerando que os recém-nascidos ficam pelo menos 48 horas no serviço. Entre as estratégias, também foi adotada a oferta por agendamento nas unidades de saúde, como forma de otimizar os frascos.

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Nós perguntamos à secretaria se há desabastecimento no Estado, mas ainda não houve resposta. Assim que que houver retorno, as informações serão incluídas na matéria.

LEIA MAIS: ES recebe apenas 60% das doses necessárias de vacina BCG e orienta municípios

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Pediatra alerta para os riscos de não vacinar

Para o médico pediatra Rodrigo Aboudib Ferreira, o momento é bastante crítico e requer atenção das autoridades. "Estamos vivendo o que não vivíamos antes no Brasil. Doenças que já tinham acabado, atualmente, apresentam risco real de voltar. É preciso fortalecer a importância da imunização para manter doenças sérias afastadas", disse.

Mas o que fazer, então, caso não seja possível vacinar o bebê? Aboudib orienta que, nesse período, os pais evitem aglomerações e exposição das crianças. Se possível, o ideal é manter o bebê em casa, em contato apenas com familiares.

Veja alguns municípios onde as vacinas ainda estão disponíveis

VITÓRIA:

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, há ainda poucas doses disponíveis nas unidades de saúde do Centro de Vitória e de Jardim Camburi, além dos serviços vacinadores (maternidade).

Para receber a dose na US é preciso fazer agendamento pelo aplicativo online ou por meio do link: agendamento.vitoria.es.gov.br

CARIACICA:

A vacina é ofertada nas seguintes unidades de saúde: Nova Rosa da Penha II, às segundas e quartas-feiras. Santa Fé, às terças e quintas-feiras.

Não é necessário fazer agendamento. Ainda de acordo com o municípios, não há falta do imunizante.

SERRA:

A Secretaria Municipal de Saúde disse que não ficou sem receber doses da vacina e que têm recebido um quantitativo reduzido. Por esse motivo, foi necessária uma reorganização do serviço. 

Ainda de acordo com a pasta, neste momento, o imunizante está sendo distribuído para todas as maternidades localizadas no município e para as unidades de regionais de saúde de Novo Horizonte (vacinação disponível todas as sextas-feiras, das 8h às 14h) e Serra Dourada (todas as terças-feiras, das 8h às 12h). Não é necessário agendamento.

Ministério da Saúde alega dificuldades na aquisição de imunobiológico

Segundo comunicado oficial divulgado pelo órgão federal no último mês de maio, o motivo da disponibilidade limitada é a dificuldade na aquisição do imunobiológico (substância terapêutica produzida por sistemas biológicos vivos). A cota reduzida, de acordo com Ministério da Saúde é, “para que não haja desabastecimento nos serviços de vacinação”.

O comunicado do Ministério, trouxe ainda a informação de que existe previsão de manter a readequação do envio de doses pelos próximos sete meses. Ou seja, até dezembro. “Por isso, é importante para que possamos trabalhar com estratégias de otimização, de forma a garantir a imunização dessas crianças e que não haja perda de doses”.

LEIA TAMBÉM: BCG: após receber menos doses, Sesa orienta rodízio de vacinação em maternidades

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