Folha Vitória Inflação desacelera na Grande Vitória em abril e fica abaixo da média nacional

Inflação desacelera na Grande Vitória em abril e fica abaixo da média nacional

Mesmo com a queda, índice fechou em alta de 0,31% e foi influenciado principalmente pelo preço dos remédios e serviços em saúde

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Foto: Agência Brasil
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Seguindo a tendência nacional, a taxa mensal da inflação na Grande Vitória também desacelerou e ficou menor em comparação a março. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,31%. Em março, marcava 0,84%. 

Foi a segunda queda consecutiva este ano. No acumulado em 12 meses, a inflação no Espírito Santo está em 2,70%. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta sexta-feira (12).

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A taxa capixaba ficou abaixo da média nacional, que ficou em 0,61%. O índice desacelerou. Mas fechou em alta. Ainda assim, ficou abaixo do que foi registrado em março, quando a inflação brasileira foi de 0,71%. Em abril do ano passado foi de 1,06%. 

A alta foi provocada, principalmente, pelo grupo de saúde e cuidados pessoais, que subiu +1,23%.

"A tendência no curto prazo até o mês de junho é de uma desaceleração. No entanto, a partir do segundo semestre chegando mais para o final do ano, teremos um cenário em que a inflação vai acelerar. Isto é um efeito estatístico. No início do ano passado, tivemos a guerra da Ucrânia e, no segundo semestre, tivemos a redução do tributo do ICMS para a gasolina. Isto tem um impacto estatístico na inflação. Em resumo, a inflação está muito alta ainda diante dos padrões que a gente gostaria. Deve fechar o ano em 6,5%. Por mais que haja essa desaceleração pontual, a inflação ainda está batendo no bolso do consumidor", explica o economista Guilherme Dietze. 

No acumulado de 12 meses, a inflação oficial do país está em 4,18%, dentro da meta do governo, que é de 4,75%. Este é o menor índice desde outubro de 2020. 

Mesmo assim, itens essenciais às famílias seguem com preços elevados. O resultado de abril foi pressionado pela alta do preço dos remédios. 

Segundo o IBGE, os medicamentos tiveram aumento de 3,55% e contribuíram 0,12 pontos percentuais no índice do mês. No final de março, o governo federal autorizou reajuste de até 5,6% no preço dos remédios.

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"A inflação, tanto na Grande Vitória quanto no restante do Brasil, é um pouco mais alastrada. Isso tem dificultado muito o controle dos preços por parte do Banco Central. Por isso, vemos aumento no preço de diversos grupos como transporte, saúde (com o reajuste dos medicamentos em abril). Esse alastramento tem dificultado esse ganho no poder de compra e até mesmo que o BC consiga reduzir a inflação a longo prazo com a redução da taxa de juros", disse o economista.

Com informações do repórter Rodrigo Schereder, da TV Vitória/RecordTV

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