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Marido arranca cabelo e unhas da mulher durante briga em Cariacica

Segundo a vítima, a filha de 1 ano do casal testemunhou toda a violência e foi diretamente afetada pelo que viu. Vítima conseguiu uma...

Folha Vitória

Folha Vitória|Do R7

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Uma mulher de 27 anos, que não quis se identificar, conseguiu uma medida protetiva contra o marido após ser brutalmente agredida, em Cariacica. Ela relata que agressões aconteceram duas vezes e que ela chegou a ter o cabelo e as unhas das mãos arrancados. 

Segundo ela, a primeira agressão aconteceu em 8 de abril, após o casal ir junto a uma festa. Lá, uma discussão por ciúmes teria começado e foi seguida por uma sessão de espancamento. 

"A gente saiu para uma festa, bebemos muito. Eu bebi um pouco a mais que o normal. Segundo ele, eu dei em cima do primo dele e nisso começou as agressões. Ele começou a me dar vários murros, pontapés e me arrastou pelo cabelo até o carro. Arrancou praticamente meu cabelo todo. Chegou no carro as pessoas tentaram separar, mas ele disse que ninguém podia chegar perto, senão ele mataria todo mundo", contou.

De acordo com a mulher, após as agressões, o marido se mostrou arrependido, o que fez com que ela mantivesse o relacionamento, principalmente por acreditar na mudança de comportamento do companheiro.

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Logo depois, no entanto, ele negava que havia batido na mulher e nunca chegou a pedir desculpas pelo crime. 

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"Ele se mostrava arrependido, dizia que ia passar, que não ia acontecer mais, mas em nenhum momento me pediu perdão. Em nenhum momento ele falou que não voltaria a acontecer e voltou. Ele fala que não me bateu, que não aconteceu isso". 

Foi em uma segunda discussão que mais um espancamento aconteceu, segundo ela. Tudo aconteceu na madrugada do último sábado, quando o homem chegou bêbado em casa e se recusou a ir embora. 

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"Ele chegou novamente bêbado em casa às 3h, pedi para ele se retirar da minha casa, porque eu não queria ele bêbado na minha casa, porque eu fico com medo. Ele me deu murros, pontapés de novo, machucou minha boca".

Foi depois desta segunda agressão que a mulher registrou um boletim de ocorrência e conseguiu uma medida protetiva contra o marido. Ela relata que vive com medo de que ele volte e faça algo contra ou ela ou a família. 

"Ele pode vir me matar e nada acontecer, como todos os dias praticamente aparece na televisão, nos jornais. Se ele realmente fosse preso, pelas provas que eu dei, eu me sentiria um pouco mais tranquila", afirmou.

O casal estava junto há 13 anos e tem uma filha de menos de um. Segundo a vítima, a criança testemunhou toda a violência e foi diretamente afetada pelo que viu. "Ela fica com medo, chorando. Não é a mesma criança de antes". 

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De acordo com a psicóloga Gisélia Freitas, muitas vítimas se sentem coagidas a continuar um relacionamento, ainda que agressivo, por conta da baixa autoestima causada pelas constantes violências no dia a dia. 

"Essas mulheres, em sua maioria, sofrem também violência psicológica. São xingadas, humilhadas. Isso destrói a autoestima e gera um medo muito grande de começar algo novo, pois se sentem incapazes, menores. Isso gera uma dependência psicológica desse parceiro agressor, que muitas vezes promete que vai mudar", disse.

*Com informações da repórter Thainara Ferreira, da TV Vitória/Record TV 

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