Folha Vitória Médicos do Samu em Colatina voltam a trabalhar após parar atividade por 2 dias

Médicos do Samu em Colatina voltam a trabalhar após parar atividade por 2 dias

A organização social contratada pelo consórcio responsável pelo Samu na região disse que o valor já foi repassado e que os profissionais retornaram ao trabalho

Folha Vitória
Foto: Reprodução
Folha Vitória

Folha Vitória

Folha Vitória

Os sete médicos que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Colatina, município ao Noroeste do Estado, que deixaram de trabalhar na noite da última terça-feira (04), em razão de atraso salarial, voltaram as atividades nas unidades móveis na sexta (07). 

Segundo um dos profissionais, que prefere não se identificar, já em julho havia atraso na folha de pagamento, até que, no final de setembro, foi pago aquele mês. Eles estavam desde agosto sem receber. 

“Todos os médicos do Samu são pessoas jurídicas e os outros colaboradores, como os enfermeiros, têm carteira assinada e continuaram trabalhando. Mas, no nosso caso, entendemos que houve uma quebra de contrato, não estão nos pagando” disse.

Segundo ele, no final da tarde de quinta-feira (06), os médicos receberam uma ligação da empresa LiveMed, subcontratada pela Avante Social, organização social que realiza o pagamento dos médicos do Samu no Noroeste. 

> Quer receber nossas notícias 100% gratuitas pelo WhatsApp? Clique aqui e participe do nosso grupo de notícias!

“Na ligação, prometeram nos pagar nesta sexta (07) e, por isso, retornamos aos nossos postos. Foi realizado o pagamento referente a agosto”, afirmou.

Quem é responsável pelo atendimento é o Consórcio Público da Região Noroeste, com repasses do Governo do Estado. Segundo a Sesa, os repasses ao Consórcio estão em dia (leia abaixo a nota na íntegra).

“Acaba que a população fica sem unidade avançada, porque não vamos trabalhar sem receber. E aí, uma unidade móvel que seria avançada, com condutor socorrista, enfermeiro e médico, acaba funcionando apenas como unidade básica, por não ter a presença de um médico”, ressaltou o médico do Samu.

LEIA TAMBÉM: >> Abertas mais de 2 mil vagas em grandes empresas

O que diz a empresa contratada

Confira nota da Avante Social na íntegra:

“O Avante Social informou que o fato ocorrido na base mencionada é decorrente de um desequilíbrio financeiro no contrato de gestão do SAMU 192. Informamos que o atraso foi referente a um mês e que, por sinal, o valor já foi repassado à empresa dos serviços médicos ontem, dia 06, e os plantões já foram restabelecidos com os profissionais e as unidades em pleno atendimento.

Por fim, a instituição informa que foram apresentadas ao consórcio público todas rubricas de desequilíbrio financeiro a serem sanadas pelos municípios junto à Sesa.

Não obstante a necessidade do reequilíbrio, informamos que todas operações do Samu têm sido mantidas e com resultados reconhecidos pela população, municípios, consórcios e Sesa. O clima de negociação se dá de forma respeitosa desde março de 2021, estando em trâmites finais conforme informado pelos consórcios em geral e pela Sesa”, informou.

O que diz a Sesa

Também em nota, a Secretaria da Saúde (Sesa) informou que, conforme a Portaria Nº229-R, que regulamenta a transferência de recursos financeiros estaduais destinados ao programa de expansão do SAMU192, o repasse estadual para custeio mensal do serviço é feito diretamente aos municípios que se organizam por meio dos Consórcios para operacionalizar o serviço na localidade.

Segundo o órgão, os repasses da Sesa ao Consórcio estão em dia. Além disso, está em avaliação técnica um pedido de reequilíbrio financeiro da Organização Social ao Consórcio.

Últimas