Folha Vitória Número um do beach tennis no ES participa de torneio internacional

Número um do beach tennis no ES participa de torneio internacional

O capixaba Álvaro Campanharo dá aulas de beach tennis, joga profissionalmente há cerca de três anos e se prepara para competição com...

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Atual número um do beach tennis no Espírito Santo, Álvaro Campanharo embarca na próxima semana para participar do Torneio de Saint-Gilles-Les-Bains, na Ilha da Reunião, um departamento ultramarino francês na África, perto de Madagascar. 

A competição, entre os dias 17 e 19 de março, é um Sand Series, ou seja, um dos torneios mais importantes e com maior premiação do beach tennis, o equivalente aos Grand Slams do tênis. 

Participarão os 50 atletas mais bem colocados no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF), que regulamenta a modalidade.

Foto: Divulgação
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Álvaro Campanharo é o capixaba mais bem colocado, o 16º brasileiro e o 43º atleta mais bem ranqueado do mundo. O atleta vai disputar o torneio ao lado de Ricardo Barone, de Campinas.

“O beach tennis é muito forte na França, e o torneio vai ser numa colônia francesa. É um torneio grande, tem que estar lá. Seremos os top 50 do mundo. Eu sou bem ambicioso e minha meta é ganhar a competição. Mas é a primeira vez que jogo com esse parceiro, é um processo de construção da dupla. Estaremos na chave principal e vamos jogar cinco jogos”, diz Álvaro.

Nascido em Vitória, morador de Vila Velha e aos 30 anos, Álvaro conta que o beach tennis entrou em sua vida por acaso, como uma brincadeira. 

“Eu vim do tênis, comecei criança, com nove anos de idade. Gosto muito de praia e há 14 anos eu vi essa modalidade na TV. Eu tinha 15 anos e vi que seria um esporte que juntava tudo do que eu gostava: tênis e praia.”

Álvaro começou, então, a brincar de beach tennis. No início, com raquete e rede de tênis na praia. Depois, com raquete de madeira. Fez uma pausa por conta dos estudos e há cerca de cinco anos retomou o antigo hobby, mas dessa vez com constância na prática.

“As pessoas começaram a me pedir aulas, e foi aí que eu engrenei no esporte de vez. Mas eu nem pensava em ser atleta ainda, isso estava longe do meu interesse. Fundei uma escola de beach tennis com um sócio, comecei a dar aulas profissionalmente e a observar que a demanda só crescia. Paralelamente, passei a jogar uns torneios próximos, na Bahia, no Rio de Janeiro, e chegou um momento em que comecei a ter bons resultados. Como sou competitivo, decidi que ou me dedicava integralmente, ou largava a modalidade. Foi aí que a chave virou. Eu queria cada vez mais viajar para ganhar. E há três anos eu comecei como atleta, crescendo meu ritmo dentro das possibilidades, numa evolução.” Foto: Divulgação
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Para Álvaro, o beach tennis é muito mais do que o esporte que escolheu como profissão, mas uma modalidade que proporciona qualidade de vida às pessoas. 

“É um esporte bem fácil de praticar, democrático, para todas as idades. E quando você fala de um esporte ao ar livre, na areia, no sol, há um aumento na qualidade de vida. Dizem que beach tennis vicia, mas o que vicia, na verdade, é a sensação pós-jogo. Você sai de uma partida se sentindo bem, energizado, vive melhor, tem relacionamentos melhores. Os pilares da qualidade de vida, que são fazer atividade física, tomar sol e se relacionar, são os mesmos do beach tennis”, acredita o atleta.

“O esporte quebra barreiras, e quando você entra no esporte, quer evoluir e acaba crescendo na sua vida. O esporte é uma experiência pessoal, um amadurecimento de querer descontruir tudo o que lhe impede de evoluir. Não é fácil, mas tem sido bem prazeroso olhar para trás e ver toda a jornada”, ressalta Álvaro.

Origem do beach tennis

O beach tennis foi criado em 1987 na província de Ravennana, na Itália. A profissionalização veio em 1996, como um esporte que mescla tênis, vôlei de praia e badminton. 

 A modalidade chegou ao Brasil em 2008, no Rio de Janeiro, e desde então só vem crescendo em número de adeptos. Vitória e Cachoeiro de Itapemirim, por exemplo, estão entre as cidades brasileiras com o maior número de praticantes da modalidade. 

O Brasil é a segunda maior força no esporte mundialmente, atrás apenas da Itália.

“No começo, me perguntavam que peteca era aquela que eu jogava! Já pensaram até que eu inventei o esporte, porque ninguém conhecia. As pessoas tinham muita curiosidade no início, mas agora acredito que o esporte já se popularizou. Para ter noção, temos 2 milhões de praticantes de tênis no país, falando de pessoas que se cadastram para jogar torneios. No beach tennis, são 1,2 milhão de pessoas registradas, mas acredito que não são menos de 2 milhões de pessoas jogando. Há arenas em todo o Espírito Santo”, conta Álvaro.

Curiosidades

O beach tennis tem a mesma pontuação do tênis, mas se assemelha mais ao vôlei de praia. As quadras são do mesmo tamanho, a bola não quica e a estratégia também se assemelha muito. 

A bola por sua vez, tem as mesmas medidas da de tênis, só que ela é 50% despressurizada, para o jogo ficar um pouco mais lento.

A raquete de beach tennis é feita de fibra de vidro, grafite, carbono ou kevlar, com peso variando entre 320 e 350 gramas. Cada jogador tem sua preferência de material, e ele impacta também nas jogadas. 

A rede do beach tennis fica a 1,70 metros do chão nos jogos femininos e a 1,80, nos masculinos.

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