Folha Vitória Pai de autor de ataques em Aracruz diz que filho sofreu bullying e que não ensinou ele a usar armas

Pai de autor de ataques em Aracruz diz que filho sofreu bullying e que não ensinou ele a usar armas

Membro da Polícia Militar, o homem conta que não permitia o acesso do filho às armas que ele possui

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Foto: Reprodução TV Vitória
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O pai do adolescente de 16 anos, autor dos ataques em duas escolas de Aracruz, ocorrido na última sexta-feira (28), afirma que não ensinou o filho a usar arma. Membro da Polícia Militar, o homem conta que não permitia o acesso do filho às armas que ele possui.

A entrevista foi concedida do repórter Ari Peixoto, do Domingo Espetacular, da Record TV. Na fala, ele ainda destacou que o adolescente reclamou de bullying que teria sofrido há cerca de dois anos.

"É um sentimento totalmente de surpresa, diante de uma atitude dessas, inesperada. Nós nunca nem imaginávamos algo assim. Ele passou por um problema de bullying realmente, há uns dois anos. Ele andou reclamando disso com a gente. A partir deste momento, começou a transformação na atitude dele. Nós notamos isso", destacou o pai.

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Questionado sobre o uso das armas pelo filho no momento dos ataques, o pai disse que nunca deu algum tipo de instrução ao adolescente e relatou que vem sofrendo ameaças.

"Ele nunca encostou a mão em uma arma que eu desse a instrução a ele. Eu nunca permiti que ele encostasse a mão na minha arma. Estou recebendo uma séria de ameaças, por parte de pessoas que eu não conheço. Falando que eu sou nazista, que eu que ensinei meu filho a atirar, que eu forneci as armas para ele cometer esse tipo de atentado", reclamou.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, José Darcy Arruda, o adolescente pode realmente ter aprendido a manusear as armas com base em vídeos, mas existe também a possibilidade de ele ter recebido instruções de maneira presencial, o que será investigado.

"O adolescente disse em depoimento que aprendeu pelo YouTube, mas ele pode ter aprendido de forma presencial ou virtual. Iremos apurar como foi", confirmou Arruda.

Sobre a motivação do crime, o delegado disse ainda não ter uma conclusão: "Ainda estamos investigando e buscando, porém a literatura nos diz que o atirador ativo geralmente são pessoas mentalmente perturbadas, se isolam e tem tendências a ligar a grupos extremistas e quando agem não tem alvo definido".

O pai do adolescente diz que se pudesse encontrar com os parentes das vítimas dos ataques, pediria perdão pela atitude do filho.

"Eu iria pedir o perdão em nome do meu filho e dizer que tem pessoas maquiavélicas, pessoas do mal por trás. O contato que acredito que seja pela internet, que manipulam os jovens, contaminam eles e levam eles a cometer esse tipo de atitude, a cometer tragédias como essa", disse.

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