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Risco de nascimento de prematuros aumenta 31% em áreas de queimadas, diz estudo

Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, 340 mil crianças nascem prematuras todos os anos

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Pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) cruzaram dados de mais de 190 mil nascimentos de prematuros entre 2001 e 2018 com informações sobre queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o que apontou o estudo, a exposição à fumaça dos incêndios nos três primeiros meses de gestação aumenta em 31% as chances de um bebê nascer prematuro na região Sudeste.

"O Sudeste foi o que teve maior risco. É uma região crítica. E um olhar especial tanto da sociedade quanto do poder público à região Sudeste tem que ser realizado, no intuito de reduzir essa exposição. Seres humanos que ainda nem vieram ao mundo já estão sofrendo com esses efeitos", disse Weeberb Réquia, professor da FGV.

A pesquisa da FGV faz parte de um conjunto de outros três estudos publicados em revistas científicas internacionais. 

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 340 mil crianças nascem prematuras todos os anos. A nomenclatura abrange crianças que nascem antes de 37 semanas de gestação e que, por isso, precisam de cuidados especiais, como explica a pediatra Sara Vailant:

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"Esse bebê com menos de 37 semanas ainda não está preparado para nascer, de fato. Então, todo o seu corpo está em desenvolvimento. A gente vigia muito de perto o desenvolvimento neurológico, pulmonar, da visão, da audição e de outros órgãos do corpo também. Sabemos que a principal causa de internação de bebês prematuros na Utin muitas vezes é pela falha na parte respiratória".

Os pesquisadores descobriram ainda que o aumento das queimadas também está associado à probabilidade de bebês nascerem com peso abaixo do esperado e com malformações congênitas, segundo destacou o professor Weeberb Réquia. 

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"Essas ações do poder público têm que ser tomadas a nível regional, com base neste estudo, especificamente um olhar atento à região Sudeste, em que particularidades estão acontecendo. E tomar ações de políticas públicas específicas para resolver essas particularidades e reverter essa situação".

Dificuldades da prematuridade

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A reportagem da TV Vitória contou um pouco da história de Alisson, caçula da designer de sobrancelhas Thayná Endringer, com apenas 25 dias de vida, e de Alícia, com 2 anos de idade. 

O nascimento dele aconteceu no tempo esperado. Já o da mais velha aconteceu de forma prematura. Os exames de pré-natal mostraram que Alícia não estava se desenvolvendo como deveria. Como mãe e bebê corriam risco de morte, foi preciso fazer uma cesárea de urgência.

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Alícia passou 85 dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), enfrentou infecções e passou por duas cirurgias. Depois que teve alta, o tratamento continuou por mais alguns meses. Hoje, Thayná vê que todo cuidado que a família teve valeu a pena.

“Foram diversas intercorrências: pegou infecção, teve suspeita de meningite, era muito pequena, todo o leite ela vomitava, passou por cirurgias, teve que operar os olhinhos por conta de retinopatia, teve hérnias na virilha e foi muito difícil”, afirmou Thayná.

* Com informações do repórter Rodrigo Schereder para a TV Vitória | RecordTV 

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