Folha Vitória Segurança morre após sofrer queda em estádio da final da Copa do Mundo

Segurança morre após sofrer queda em estádio da final da Copa do Mundo

A organização da Copa informou ainda que estão sendo investigadas com urgência as circunstâncias que provocaram o acidente

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Foto: Divulgação/Comitê da Copa do Mundo de 2022
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Um segurança do estádio Lusail, em Doha, morreu nesta terça-feira (13), após ficar três dias internado na UTI de um hospital do Catar, devido incidente ocorrido no último sábado, conforme divulgou hoje a organização local da Copa do Mundo.

Em comunicado, é relatado que John Njau Kibue "sofreu uma grave queda enquanto estava de serviço". 

"As equipes médicas do estádio foram imediatamente ao local e ofereceram tratamento de urgência, antes de levá-lo em uma ambulância à unidade de tratamento intensivo do Hamad Medical Hospital", dia a nota da organização do Mundial.

"Lamentamos anunciar que, apesar dos esforços da equipe médica, lamentavelmente, ele morreu no hospital, nesta terça-feira, 13 de dezembro, após ficar três dias na UTI. Seus familiares foram informados. Enviamos nossas mais sinceras condolências à família, colegas e amigos nesses difíceis momentos", completa o texto.

A organização da Copa informou ainda que estão sendo investigadas com urgência as circunstâncias que provocaram a queda e que divulgarão mais informações posteriormente. "Também garantiremos que a família dele receba todas os salários e somas de dinheiro pendentes", diz a nota.

O incidente aconteceu no sábado, quando não aconteceu nenhuma partida no local. A equipe de segurança dos estádios é formada na maioria dos casos por trabalhadores migrantes. Sendo a mioria de quenianos e outros países africanos.

No comunicado oficial, o Comitê Supremo não informou a nacionalidade do operário morto. O Catar vem sendo questionado sobre as condições de trabalho dadas aos mais de dois milhões de migrantes que atuam em diversos segmentos de serviços.

Um dos chefes da organização da competição, Hassan Al Thawadi, chegou a admitir em entrevista a um canal de TV britânico, TalkTV, a morte de cerca de 500 operários imigrantes durante os preparativos para a disputa do Mundial.

O Comitê da Copa chegou a afirmar que o número citado por al-Thawadi seria “estatísticas nacionais cobrindo o período de 2014-2020 para todas as mortes relacionadas ao trabalho (414) em todo o país no Catar, cobrindo todos os setores e nacionalidades.”

O número apresentado pelo comitê na preparação preparação para a Copa foi de apenas 40 pessoas. Eles dizem que 37 foram considerados incidentes não relacionados ao trabalho, como ataques cardíacos, e três de incidentes no local de trabalho.

*Com informações do Portal R7

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