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Justiça de Goiás manda soltar marido que furou os olhos da mulher

Promotor entendeu que não houve tentativa de homicídio e o caso saiu do Tribunal do Júri

Cidades|Do R7

Mara Rúbia foi atacada pelo ex-marido no fim de agosto, em Goiânia
Mara Rúbia foi atacada pelo ex-marido no fim de agosto, em Goiânia Mara Rúbia foi atacada pelo ex-marido no fim de agosto, em Goiânia

A Justiça de Goiás mandou, na tarde desta quarta-feira (13), soltar Wilson Bicudo da Rocha, que furou os olhos da ex-mulher, Mara Rúbia Mori Guimarães. A libertação do marido se deu após o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, entender que ele não tentou matar a vítima e que o caso configura lesão corporal gravíssima e não tentativa de homicídio, como a polícia havia concluído.

Com isso, o juiz que havia decretado a prisão, teve que revogá-la, porque o caso não compete mais ao Tribunal do Júri. O magistrado não se convenceu do entendimento do Ministério Público e pediu que o procurador-geral de Justiça analisasse o relatório.

No último dia 12, o procurador Geral do Estado, Lauro Machado Nogueira, manteve a conclusão da promotoria e disse que o caso deveria ser distribuído para uma das varas competentes para julgar e processar o crime de lesão corporal gravíssima. O alvará de soltura de Rocha já foi expedido e ele deverá deixar a cadeia a qualquer momento.

O crime

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Mara Rúbia foi atacada pelo marido por volta das 12h30 de 29 de agosto, em Goiânia. Ele teria dito à vítima que foi até lá apenas para matá-la. A ex-mulher teve o pescoço amarrado e um pano colocado na boca. Após desmaiar, Rocha furou os olhos da ex-companheira. Ele ainda ligou para o irmão e para uma amiga dizendo que fossem socorrê-la.

Mais de dois meses após o crime, a mulher ainda luta para voltar a enxergar. Ela já passou por três cirurgias. Os médicos dizem que Mara Rúbia tem entre 40% e 60% de chance de recuperar a visão.

No começo deste mês, a vítima, que tem 27 anos, recuperou a guarda do filho. A criança estava com a avó paterna, que afirmou á Justiça não ter condições de cuidar dela.

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