Cidades Número de apreensões de cocaína e de prisões dispara na Amazônia

Número de apreensões de cocaína e de prisões dispara na Amazônia

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram grande atividade criminosa na região, alvo de disputas de quadrilhas

  • Cidades | Do R7

Apreensões da PF aumentam 184,4% em três anos

Apreensões da PF aumentam 184,4% em três anos

Divulgação/Comando Militar da Amazônia

As apreensões de cocaína feitas pela Polícia Federal aumentaram 184,4% entre 2019 e 2022, segundo um estudo sobre a violência na região amazônica divulgado na última semana. 

O estudo, nomeado Cartografias da Violência na Amazônia, é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os números seguem a tendência de alta verificada nas operações das polícias estaduais: 194,1%.

O crescimento dos índices no Brasil acompanha o aumento de plantio de coca nos países vizinhos. De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc, na sigla em inglês), os campos de coca cresceram 35% na Colômbia, no Peru e na Bolívia em 2021.

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A população carcerária dos estados amazônicos subiu 67,3% na última década, em patamar mais acelerado do que no restante do Brasil, que experimentou no mesmo período um crescimento de 43,3%.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pelo menos 22 organizações criminosas atuam na Amazônia, entre elas o Comando Vermelho, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e dissidentes das Farc.

Violência no campo

Enquanto o número de assassinatos caiu 0,8% no ambiente urbano, as mortes cresceram 7,3% nas cidades rurais da Amazônia entre 2021 e 2022. Atrelado a esse dado está o aumento de 91% no registro de armas de fogo na região entre 2019 e 2022. Neste mesmo período, o índice brasileiro foi de 47,5%.

Feminicídio e estupros

As mulheres amazônicas são as que mais sofrem com crimes sexuais e motivados pelo gênero. Segundo o estudo, os índices de feminicídio e estupros são mais altos do que no restante do Brasil: 30,8% e 33,8%, respectivamente, acima da média nacional.

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