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Confiança do consumidor avança ao maior nível desde janeiro de 2019

Terceira alta consecutiva do otimismo das famílias foi impulsionada pela melhora das expectativas futuras, mostra FGV

Economia|Do R7

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Confiança do consumidor figura aos 94,8 pontos
Confiança do consumidor figura aos 94,8 pontos

O Índice de Confiança do Consumidor subiu 2,5 pontos em julho, para 94,8 pontos. Trata-se do maior patamar desde janeiro de 2019 (95,3 pontos), de acordo com dados apresentados nesta terça-feira (25) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), afirma que o terceiro mês seguido de alta do otimismo das famílias foi impulsionado, principalmente, pela melhora das expectativas futuras.

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"A alta foi disseminada entre os diferentes quesitos da pesquisa, com destaque para os Indicadores de Situação Econômica Geral e Situação Financeira Futura da família", relata Anna Carolina. Para a pesquisadora, os resultados também refletem o arrefecimento da inflação, a recuperação da renda do trabalho e as expectativas quanto ao início de programas voltados para a quitação de dívidas. 

"Atualmente, o maior obstáculo para a recuperação mais robusta da confiança do consumidor

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parece ser o cenário de endividamento e inadimplência, agravado pelos juros elevados,

refletidos, por exemplo, no Indicador de Situação Financeira das Famílias, que ainda se mantém

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em nível bastante insatisfatório”, afirma Anna Carolina.

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Entre os indicadores que medem as expectativas dos consumidores para os próximos meses, a maior influência para a alta do IE (Índice de Expectativas), que subiu 3,4 pontos, para 107,4 pontos, o maior desde janeiro de 2019 (108,5 pontos), foi dada pelo que mede o grau de otimismo com a evolução da situação econômica local, que registrou uma alta no mês de 5,5 pontos, alcançando 123,9 pontos, maior nível desde fevereiro de 2019 (126,2 pontos).

Já o indicador que mede as perspectivas sobre as finanças familiares nos meses seguintes subiu 3,7 pontos, para 105 pontos, devolvendo parte da queda do mês anterior. O otimismo foi menos expressivo no quesito que mede o ímpeto de compras de bens duráveis, que sobiu 0,7 ponto, para 92,3 pontos, após avançar mais de 10 pontos no mês anterior, mantendo-se acima dos 90 pontos, patamar do qual havia se distanciado desde 2014.

Nas avaliações sobre o momento atual, o indicador que mede a satisfação sobre a situação econômica local teve a sexta alta consecutiva, de 1,6 ponto, para 87,1 pontos, maior nível desde outubro de 2014 (89,5 pontos). O indicador que mede as avaliações sobre as finanças familiares no momento ficou relativamente estável ao variar 0,5 ponto, para 67 pontos, após alta de 5 pontos do mês anterior.

Faixas de renda

A análise por faixas de renda mostra ganho de confiança em todos os níveis exceto para as famílias com menor poder aquisitivo (até R$ 2.100), na qual houve piora das avaliações sobre a situação atual. As demais faixas se mostram otimistas nos dois horizontes de tempo e a confiança das famílias com maior poder aquisitivo (acima de R$ 9.600) atinge o maior nível desde janeiro de 2014 (99 pontos).

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