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Confiança do consumidor brasileiro atinge o maior nível em sete meses

Melhora do otimismo é motivada pelas expectativas para os próximos meses, com sensação de alívio da inflação, avalia FGV

Economia|Do R7

Confiança do consumidor figura aos 88,6 pontos
Confiança do consumidor figura aos 88,6 pontos Confiança do consumidor figura aos 88,6 pontos

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) subiu 1,4 ponto em maio e atingiu os 88,2 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (88,6 pontos), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (25) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) avalia que a melhora do otimismo foi motivada pelas expectativas para os próximos meses, desenho que aconteceu também de forma disseminada entre as faixas de renda, com exceção às famílias de maior poder aquisitivo cuja perspectivas futuras pioraram.

"O resultado pode estar associado à sensação de alívio da inflação no curto prazo, resiliência do mercado de trabalho e aumento do salário mínimo. Em paralelo porém, o cenário de alto endividamento das famílias, crédito caro e incertezas econômicas ajudam a manter o indicador em patamar baixo e sensível a flutuações constantes, tornando difícil uma sinalização mais clara de uma recuperação sustentada da confiança", afirma Anna.

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Em maio, a alta da confiança foi influenciada pela melhora das perspectivas para os próximos meses, com o IE (Índice de Expectativas) avançando 2,8 pontos, para 100,4 pontos, o melhor resultado desde março de 2019 (101,1 pontos). Já o ISA (Índice de Situação Atual) recuou 0,8 ponto no mês, para 71,3 pontos, após crescer mais de 2 pontos em março e estabilizar em abril.

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Faixa de renda

A confiança de três das quatro faixas de renda subiu em maio, motivadas principalmente pela melhora das expectativas para os próximos meses.

No mês, apenas os consumidores de maior poder aquisitivo (renda acima de R$ 9.600), apresentaram queda na confiança, com piora das perspectivas nos dois horizontes de tempo. 

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Após o recuo de 7,9 pontos em abril, os consumidores com renda familiar abaixo de R$ 2.100 recuperam parte da confiança, influenciados principalmente pela melhora das perspectivas sobre as finanças familiares e da situação econômica local para os próximos meses, e avançam 6,1 pontos em maio.

Somente consumidores com renda familiar entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 demonstraram melhora da avaliação sobre a situação atual.

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