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Economia brasileira abre 2023 em queda, mostra prévia do BC

Encolhimento da atividade econômica nacional surge em meio à elevação dos juros ao maior nível desde 2017 para conter a inflação

Economia|Do R7

Índice de Atividade Econômica tem o menor nível em um ano
Índice de Atividade Econômica tem o menor nível em um ano Índice de Atividade Econômica tem o menor nível em um ano

Depois de demonstrar sinais de desaceleração no último trimestre de 2022, a economia brasileira manteve a tendência negativa e encolheu 0,04% em janeiro, na comparação com o mês de dezembro, de acordo com prévia divulgada nesta segunda-feira (17) pelo BC (Banco Central).

Conforme os números, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), conhecido por sinalizar o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país, figura aos 142,28 pontos na série dessazonalizada (livre de influências). Trata-se do menor nível desde fevereiro do ano passado (141,06 pontos). 

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve uma alta de 3,03%. Já o resultado do trimestre finalizado em janeiro é 1,28% inferior ao apurado entre os meses de agosto e outubro do ano passado. Nos últimos 12 meses, por sua vez, a atividade econômica cresceu 3%, na comparação com o ano anterior.

Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE, órgão responsável pelo indicador oficial sobre o crescimento econômico. Em 2022, quando a economia brasileira avançou 2,9%, a prévia do BC sinalizava a mesma alta para o período.

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A perda de fôlego da atividade econômica já era esperada por analistas devido ao elevado patamar da taxa básica de juros. A manutenção da Selic em 13,75% ao ano, o maior nível desde 2017, representa uma política monetária contracionista na tentativa de conter o avanço da inflação.

O cenário adverso para a economia é justificado pelo fato de que os juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam o consumo da população e abrem opções de investimento para as famílias e empresas.

Em meio à situação, marcada pelo ambiente de um endividamento recorde e elevado custo para financiamentos, diversas montadoras optaram pela concessão de férias coletivas aos seus funcionários na tentativa de reverter os impactos causados pela atual queda de venda de veículos. Tal cenário agrava o freio na produção nacional.

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