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IBGE divulga nesta terça-feira inflação oficial de fevereiro

Expectativa é de confirmação de avanço em relação a janeiro, puxado principalmente pela alta das mensalidades escolares

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

IBGE divulgado resultado do IPCA de fevereiro às 9h
IBGE divulgado resultado do IPCA de fevereiro às 9h IBGE divulgado resultado do IPCA de fevereiro às 9h (Edu Garcia/R7 - 04.09.2023)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga nesta terça-feira (12), às 9h, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), considerado a inflação oficial do país, de fevereiro. A expectativa é de que o indicador volte a acelerar, impactado pelos reajustes das matrículas no início do ano letivo, pelo aumento do ICMS sobre a gasolina e pelos preços dos alimentos.

Divulgada no fim do mês passado, a prévia da inflação de fevereiro teve a maior alta desde abril de 2022 e ficou em 0,78%. Responsável por mostrar qual será a tendência do resultado do final do mês, o IPCA-15 registrou uma variação de 0,47 ponto percentual em relação a janeiro, quando marcou 0,31%.

O resultado da prévia de fevereiro foi influenciado pelo aumento nos preços de bens e serviços ligados à educação, que subiram 5,07%. O grupo foi puxado pelos cursos regulares, que tiveram alta de 6,13% por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo.

Comida mais cara

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito registraram alta em fevereiro. O setor de alimentação e bebidas teve aumento de 0,97% no mês. As maiores variações vieram da alimentação no domicílio, que subiu 1,16%.

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Alta nos combustíveis

Desde o início de fevereiro, o litro da gasolina ficou pelo menos R$ 0,15 mais caro em todo o país. O diesel aumentou R$ 0,12, chegando à média de R$ 5,95 por litro. O gás de cozinha também foi afetado, sofrendo alta de R$ 0,16 por quilo.

Os reajustes foram causados pelo aumento da alíquota do ICMS, tributo estadual dos combustíveis, que passou de 18% para 20%. 

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Inflação de janeiro

Em janeiro, a inflação oficial do país desacelerou e ficou em 0,42%. O IPCA teve uma queda de 0,17 ponto percentual em relação a dezembro, quando variou 0,56%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,51%. Em janeiro de 2023, a variação havia sido de 0,53%.

O resultado do mês passado foi influenciado pelo aumento nos preços de alimentos e bebidas, que subiram 1,38%. No grupo, alimentação no domicílio subiu 1,81%. Contribuíram para o cenário as altas da cenoura (43,85%), da batata-inglesa (29,45%), do feijão-carioca (9,70%), do arroz (6,39%) e das frutas (5,07%).

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"Historicamente, há uma alta dos alimentos nos meses de verão, em razão dos fatores climáticos, que afetam a produção, em especial, dos alimentos in natura, como os tubérculos, as raízes, as hortaliças e as frutas. Neste ano, isso foi intensificado pela presença do El Niño", destaca o gerente da pesquisa do IPCA, André Almeida.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em janeiro. Depois da alimentação, destaca-se a alta de saúde e cuidados pessoais (0,83% e 0,11 ponto percentual, respectivamente).

Em relação aos combustíveis (-0,39%), houve recuo nos preços do etanol (-1,55%), do óleo diesel (-1,00%) e da gasolina (-0,31%), enquanto o gás veicular (5,86%) registrou alta. O subitem táxi apresentou alta de 1,25% devido aos reajustes, a partir de 1º de janeiro, de 4,21% no Rio de Janeiro (3,95%) e de 4,61% em Salvador (4,31%).

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