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Inflação na 'porta da fábrica' fecha 2022 com a terceira menor alta anual da história

Resultado consolida a trajetória deflacionária da indústria iniciada no segundo semestre, com queda no preço das matérias-primas

Economia|Do R7

IPP calcula preços do setor industrial sem impostos e frete
IPP calcula preços do setor industrial sem impostos e frete IPP calcula preços do setor industrial sem impostos e frete

Os preços do setor industrial fecharam 2022 com alta de 3,13%, o terceiro menor valor acumulado no ano desde o início da série histórica, iniciada em 2014, segundo dados revelados nesta quarta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

A alta do IPP (Índice de Preços ao Produtor), que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, no ano passado foi aproximadamente 25 pontos percentuais menor que a de 2021.

Felipe Câmara, gerente do IPP, explica que o resultado consolida a trajetória deflacionária da indústria iniciada no segundo semestre, que pode ser associada, em grande medida, aos preços em baixa das commodities (matérias-primas) no mercado internacional.

"A redução do preço do óleo bruto, acompanhando os preços internacionais, além de exercer impacto direto sobre o resultado das indústrias extrativas, naturalmente provoca uma redução de custos ao longo da sua cadeia derivada, como o refino e os outros produtos químicos, com reflexo no preço final praticado nesses setores”, afirma ele.

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As maiores variações no acumulado no ano foram papel e celulose (19,45%), impressão (19,17%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (16,99%) e fabricação de máquinas e equipamentos (15,71%).

Já as principais influências no acumulado da indústria geral vieram de refino de petróleo e biocombustíveis (1,23 ponto percentual), outros produtos químicos (-1,21 ponto percentual), alimentos (1,2 ponto percentual) e metalurgia (-0,87 ponto percentual).

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, o resultado anual se estabelece a partir da variação de 11,92% em bens de capital, 0,9% em bens intermediários e 5,18% em bens de consumo.

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