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Número de passageiros afetados por cancelamentos de voos supera nível pré-pandemia

Proporção de viajantes atingidos por atrasos superiores a duas horas também cresceu e afetou 172.871 no verão, diz AirHelp

Economia|Do R7

Brasil teve mais de 500 mil passageiros afetados por cancelamentos no verão
Brasil teve mais de 500 mil passageiros afetados por cancelamentos no verão Brasil teve mais de 500 mil passageiros afetados por cancelamentos no verão

A quantidade de passageiros atingidos por cancelamentos de voos chegou a 513 mil no verão deste ano. O número representa uma alta de 95,6% na comparação com o mesmo período de 2019, último ano antes da pandemia de Covid-19, quando a quantidade de afetados foi de 283 mil.

De acordo com a AirHelp, empresa especializada em direitos de passageiros aéreos, os dados mostram que um de cada 39 viajantes pelos aeroportos do país tiveram dificuldades para embarcar. No verão de 2019, o índice correspondia a um de cada 84 passageiros.

A proporção de passageiros atingidos por atrasos superiores a duas horas caiu na comparação com o primeiro ano da pandemia. Neste ano os atingidos por esse tipo de ocorrência durante o verão foi de 172.871 (1 em cada 116), ante 188.059 (1 em cada 144) no mesmo período de 2020.

As situações que envolvem atrasos superiores a duas horas, quando não provocado por questões meteorológicas ou de força maior, podem originar pedidos de indenização às companhias aéreas.

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Apesar da retomada dos atrasos, as companhias aéreas brasileiras transportaram 20,2 milhões viajantes durante o verão deste ano, volume ainda inferior ao verificado na mesma época de 2020 (27,1 milhões).

Indenização

Para reivindicar uma indenização em caso de atraso, os passageiros devem estar cientes de certas condições. A primeira é verificar se o atraso ou cancelamento realmente causou sofrimento, estresse ou lesão ao usuário.

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Acontecimentos como faltar a uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, demissão, afastamento de um acontecimento de grande relevância emocional são situações que podem dar lugar a um pedido de indenização perante a companhia aérea.

Se o passageiro já sofreu os chamados "danos morais" e pode prová-los, há boas chances de obter uma indenização financeira de até R$ 10 mil por pessoa.

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O passageiro tem mais chance de obter uma compensação financeira se a companhia aérea for a responsável direta pela interrupção do voo, por problemas técnicos ou falta de tripulação, por exemplo.

A interrupção do serviço devido a condições climáticas extremas pode ser usada como justificativa e aceita pelos tribunais como estando fora do controle da companhia aérea. No entanto, nessa situação, os passageiros continuam a ter direito ao serviço e à informação. 

Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil, explica que o conjunto de direitos dos passageiros aéreos que temos no Brasil é orientado para o cliente e oferece aos passageiros aéreos uma grande consideração, especificando exatamente quais os cuidados que as companhias aéreas devem oferecer e quando em caso de problemas de voo.

"A lei é muito vaga quando se trata de critérios de compensação e pode ser um desafio para um único indivíduo sem conhecimento especializado interpretar a lei corretamente”, lamenta Barreto.

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