Economia Planos de saúde atendem menos de um terço dos brasileiros, diz IBGE

Planos de saúde atendem menos de um terço dos brasileiros, diz IBGE

Cerca de 59,7 milhões dos brasileiros contavam com plano de saúde, médico ou odontológico em 2019

  • Economia | Alexandre Garcia, do R7

Planos são bem avaliados pela maioria dos beneficiários

Planos são bem avaliados pela maioria dos beneficiários

Arquivo/Agência Brasil

Cerca de 59,7 milhões dos brasileiros (28,5%) contavam com plano de saúde, médico ou odontológico em 2019, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado não apresenta uma variação significativa em relação a 2013, quando 27,9% da população era coberta pelos convênios médicos.

Ao todo, quase metade (46,2%) dos que declararam possuir um plano de saúde disse pagar o benefício por conta própria. Outros 30,9% dividem os custos com os empregadores e 14,5% tinham o convênio arcado integralmente pelos patrões.

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A cobertura de plano de saúde é similar entre homens (27,4%) e mulheres (29,5). Em relação aos grupos etários, observa-se que as crianças e jovens com até 29 anos apresentaram as menores proporções de cobertura. Já os brasileiros com mais de 30 anos registram porcentagens semelhantes de cobertura, todos próximos dos 30%.

A PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) aponta ainda uma relação direta entre a cor ou raça e nível de instrução e a cobertura de plano de saúde. Enquanto 38,8% das pessoas brancas possuem convênios médicos, o percentual de beneficiários desaba para 21,4% e 20,1% entre pretos e pardos, respectivamente.

Já em relação ao nível de escolaridade, verificou-se a cobertura dos planos de saúdes varia de 16,1% a 67,8%, percentual que varia de acordo com o nível de instrução, sendo o primeiro numero referente à população com ensino fundamental incompleto e o segundo, válido para aqueles com formação superior.

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“As proporções também se mostram bastante díspares quando consideradas a condição de ocupação e as faixas de rendimento, o que pode ser um tanto previsível, dado que é necessário rendimento, poder de compra, para arcar com a despesa de saúde suplementar”, destaca a pesquisa.

Entre os que se declaram beneficiários dos planos de saúde, 77,4% avaliaram o convênio médico como “bom ou muito bom”. Segundo o IBGE, o valor indica “considerável satisfação em relação a esses serviços prestados”.

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