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Presidente da CNI afirma que corte de 0,5 ponto na Selic é insuficiente e vai causar penalidades

Copom divulgou nesta quarta que taxa vai diminuir de 11,25% ao ano para 10,75%, a sexta diminuição seguida

Economia|Do R7, em Brasília

Taxa caiu de 11,25% para 10,75%
Taxa caiu de 11,25% para 10,75% Taxa caiu de 11,25% para 10,75% (Iano Andrade /CNI - 19.03.2024)

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, acredita que a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) divulgada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) não é suficiente e vai causar penalidades à atividade econômica nacional. O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (20) que a taxa vai diminuir de 11,25% ao ano para 10,75%, a sexta diminuição seguida. Ele afirma que ampliar a redução da Selic, que vem mantendo um ritmo de queda, é fundamental para reduzir custos de financiamento.

Segundo ele, o cenário atual de inflação está sob controle e permite uma "redução mais intensa dos juros reais" e que o comitê precisa considerar o prejuízo que a alta taxa Selic provoca na economia. "A CNI entende que, mantido o cenário da inflação sob controle, é imprescindível uma aceleração no ritmo de redução da taxa Selic já na próxima reunião do Copom", completa.

A inflação no Brasil encerrou 2023 em 4,62%, conforme o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor oficial. Em fevereiro, o indicador voltou a acelerar e ficou em 0,83%, uma alta de 0,41 ponto percentual em relação a janeiro, quando variou 0,42%.

Esse é o maior patamar para a inflação desde fevereiro do ano passado, quando registrou 0,84%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,50% — o teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Alban cobra do Banco Central uma "contribuição" para a "necessária" redução do custo financeiro suportado pelas empresas. "Sem essa mudança urgente de postura, fica mais difícil avançar na agenda de neoindustrialização, o que, consequentemente, anula oportunidades de mais prosperidade econômica para o país", relata.

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