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Secretário do Ministério da Fazenda diz que países europeus apoiam taxação de grandes fortunas

Dario Durigan afirmou que a proposta apresentada no G20 pelo Brasil nesta quarta-feira 'deve frutificar e gerar diálogos'

Economia|Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Durigan disse que países europeus apoiam taxação de grandes fortunas
Durigan disse que países europeus apoiam taxação de grandes fortunas Durigan disse que países europeus apoiam taxação de grandes fortunas (Reprodução/Record TV - 22.8.2023)

O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta quarta-feira (28) a tributação de grandes fortunas. Segundo ele, a proposta de taxação dos super-ricos, apresentada nesta quarta-feira pelo Brasil ao G20, ainda deverá ser estudada, mas já conta com apoio de alguns países europeus. “Esse debate, que nasce hoje, deve frutificar e gerar diálogos”, disse. “Claro que pode ter uma reação, mas pelo que a gente já conversou nas bilaterais, os países europeus já nos apoiam em linhas gerais com essa proposta”, afirmou."A gente sabe que a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] toca os dois pilares hoje na discussão de tributação global: um que envolve empresas de big techs, e outro que envolve incorporações, empresas. É possível pensar num terceiro pilar com uma governança complexa. [...] E, com o tempo, que olhe para renda, que olhe para ganho de capital, que olhe para a herança", disse o secretário.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a tributação progressiva como tema central para a construção de um mundo mais justo e uma cobrança de impostos sobre a riqueza para construir o "terceiro pilar" para a cooperação tributária internacional. "Abordaremos um tema que considero central para a construção de um mundo mais justo, a saber, tributação progressiva. Reconhecendo os avanços obtidos na última década, precisamos admitir que ainda precisamos fazer com que os bilionários do mundo paguem sua justa contribuição em impostos", disse o ministro.

"Além de buscar avançar nas negociações em andamento na OCDE e na ONU, acreditamos que uma tributação mínima global sobre a riqueza poderá constituir um 'terceiro pilar' para a cooperação tributária internacional", complementou Haddad.

O ministro disse que a pobreza e a desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (28) durante a abertura do painel "O papel político-econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional", do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo.

Haddad participou da agenda do G20 de forma virtual, em função do diagnóstico de Covid-19. De acordo com a assessoria de imprensa, o ministro se sentiu indisposto no domingo (25) e fez o teste que apontou infecção pela doença. Apesar disso, ele passa bem. Nesta semana, há intensa agenda na primeira reunião em nível ministerial da Trilha de Finanças do G20 durante a presidência brasileira no grupo.

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