Economia Ultrarricos perderam 10% de sua fortuna com juros altos em 2022, segundo estudo

Ultrarricos perderam 10% de sua fortuna com juros altos em 2022, segundo estudo

Investimentos foram afetados por aumentos nas taxas de juros como consequência da guerra na Ucrânia e pela inflação

AFP
Para ser ultrarrico, é preciso ter riqueza acumulada de pelo menos US$ 30 milhões

Para ser ultrarrico, é preciso ter riqueza acumulada de pelo menos US$ 30 milhões

07/02/2011 REUTERS/Lee Jae-Won

A fortuna dos ultrarricos diminuiu 10% em 2022, pois seus investimentos foram afetados por aumentos nas taxas de juros como consequência da guerra na Ucrânia e pela inflação, segundo um estudo da consultoria Knight Frank.

A riqueza total acumulada por estas pessoas "muito endinheiradas", definidas como detentoras de pelo menos US$ 30 milhões (R$ 155,8 milhões, incluindo o valor de sua residência principal), "diminuiu 10% em 2022", detalha o estudo, publicado nesta quarta-feira (1º).

"No ano passado, a crise ucraniana alimentou a crise energética europeia e fez disparar a inflação. Como resultado, no ano de 2022 ocorreu um dos movimentos de aumento das taxas de juros mais pronunciados da história", detalhou Liam Bailey, diretor de pesquisas da Knight Frank.

No entanto, quatro em cada dez pessoas ultrarricas "viram sua riqueza aumentar em 2022, mas a tendência geral foi negativa, o que não é surpreendente", porque os aumentos dos juros, aplicados por vários bancos centrais para enfrentar a inflação, pesam nas carteiras de investimentos, detalha a consultoria.

A Europa sofreu a maior queda, com uma redução de -17% dessas fortunas, seguida da Australásia (-11%) e das Américas (-10%).

Comparativamente, África e Ásia sofreram as menores reduções (respectivamente, -5% e -7%).

"As taxas de câmbio tiveram um impacto significativo", enquanto "a força do dólar foi incomparável, impulsionada pelo compromisso inabalável do Federal Reserve [Fed, banco central americano] com um dos ciclos de alta dos juros mais rápidos da história", continua o informe.

Embora "persistam riscos importantes para a economia mundial" em 2023, "o sentimento do mercado vai mudar rapidamente com oportunidades muito reais, que emergem nos mercados imobiliários mundiais", com um ponto de inflexão dos juros esperado para este ano, segundo Bailey.

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