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Eleições 2016
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Freixo tem menos de 10% dos votos em bairros pobres e populosos

Bairros do extremo oeste tem pouca militância do Psol, aponta sociólogo

Rio de Janeiro|Do R7

Marcelo Freixo - 800
Marcelo Freixo - 800 Marcelo Freixo - 800

O candidato Marcelo Freixo (Psol) teve seu pior desempenho no primeiro turno da disputa à Prefeitura do Rio de Janeiro em bairros da zona oeste, os mais populosos da capital fluminense. Todas as sete zonas eleitorais em que Freixo atraiu menos de 10% dos votos válidos localizam-se em bairros pobres que ficam na periferia da zona oeste.

Os mais baixos índices alcançados pelo psolista — 7,34% dos votos válidos (2.596) e 7,51% (2.014) — foram registrados nas 125ª e 240ª zonas eleitorais, ambas localizadas em Santa Cruz, que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) soma 66 mil habitantes.

O índice de votos de Freixo também não superou os 10% nas zonas eleitorais dos bairros de Campo Grande, Guaratiba, Sepetiba, Pedra de Guaratiba, Bangu, Vila Kennedy, Cosmos, Paciência e Senador Camará.

O fraco desempenho representa um grande desafio ao candidato, uma vez que esses bairros são os mais populosos da capital — o líder da relação é Campo Grande (328,3 mil moradores), seguido por Bangu (243,1 mil) e Santa Cruz (217,3 mil) — os dados do IBGE têm como base o Censo 2010.

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Na outra ponta, o oponente Marcelo Crivella (PRB) — que obteve 27,8% dos votos válidos na capital — exerce a liderança nessa região, tendo alcançado índices superiores a 40% nessas mesmas zonas eleitorais.

Ante a liderança exercida em bairros da zona sul, como Botafogo, Humaitá e Copacabana, o mapa eleitoral do candidato do Psol também aponta desempenho abaixo dos 18,3% — obtidos por ele em toda a capital — em bairros do subúrbio da zona norte, como Penha, Madureira, Bonsucesso e Mangueira.

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Porta de entrada

Para ter chance de vencer o segundo turno, Freixo terá de ampliar os votos nessas regiões, segundo avalia Paulo Baía, sociólogo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Segundo ele, o desafio é grande porque o Psol tem pouca militância na região, diferentemente da capilaridade na área de Crivella e do PMDB, que saiu derrotado.

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Para Baía, a ponte com esses eleitores deve ser os vereadores eleitos na região. Para tanto, o psolista tem de estar disposto a fazer alianças com esses parlamentares. Já Crivella se mostrou disposto a dialogar.

— Os vereadores eleitos na região terão papel preponderante no segundo turno, na base de apoio, a porta de entrada terá de ser pelos vereadores.

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