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ONG ligada a Freixo contesta denúncia de desvio de doações em campanha para a família de Amarildo

Segundo instituto, valores foram repassados a ONGs e à família do ajudante de pedreiro

Rio de Janeiro|Do R7

Marcelo Freixo participou da campanha Somos Todos Amarildo
Marcelo Freixo participou da campanha Somos Todos Amarildo Marcelo Freixo participou da campanha Somos Todos Amarildo

O DDH (Instituto de Defensores de Direitos Humanos) contestou denúncia da deputada estadual Cidinha Campos (PDT) publicada no R7 de que a ONG, ligada ao candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (Psol), teria desviado R$ 250 mil de campanha de arrecadação de doações para a família do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, que desapareceu em julho de 2013.

Segundo a denúncia, a campanha Somos Todos Amarildo arrecadou R$ 310 mil em eventos, como shows e leilões solidários, e a viúva teria recebido apenas R$ 60 mil. O DDH classificou a denúncia como uma "mentira" para "atingir a honra da instituição".

O DDH nega que o instituto ou seus integrantes tenham se apropriado indevidamente dos valores arrecadados, além de contestar que o advogado João Tancredo, à época presidente da instituição, tenha utilizado esses recursos para doar à campanha eleitoral de Freixo.

O instituto informou que, em setembro de 2014, o Ministério Público do Rio de Janeiro arquivou representação formulada por Cidinha Campos contra o DDH em relação aos mesmos fatos apresentados pela deputada.

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Segundo o DDH, o público doador e a família de Amarildo não foram enganados sobre a proposta da campanha: a compra de uma casa para os parentes do ajudante de pedreiro e a arrecadação de fundos para um projeto sobre desaparecimentos forçados a ser gerenciado pelo instituto, que envolveria pesquisa para elaboração de políticas públicas.

Freixo apresentou o vídeo institucional da campanha de doações gravado no barraco onde Amarildo morava com a mulher, dona Elizabete, e os seis filhos, na favela da Rocinha. No vídeo, de quase 20 minutos, Freixo fala sobre as condições difíceis da família e contesta a versão dos polícias, que diziam que o ajudante de pedreiro tinha ligação com o tráfico e que a casa dele servia de esconderijo de armas.

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"A família do Pedreiro Amarildo comprou a casa pretendida, tendo sido beneficiada com um total de R$ 186.213,48. Diante da impossibilidade técnica de realização do projeto, o DDH reverteu parte do dinheiro para entidades de direitos humanos, não ficando com qualquer valor para benefício próprio", informou a entidade.

Segundo o DDH, a nova casa foi comprada para a família a partir do dinheiro arrecadado em leilão e show de Caetano Veloso e Marisa Monte no Circo Voador. No entanto, de acordo com o instituto, o projeto que ajudaria na criação de políticas públicas sobre desaparecimentos forçados foi inviabilizado em razão da não colaboração do governo do Estado. Pesquisadores envolvidos no projeto encaminharam pedidos de informações ao ISP (Instituto de Segurança Pública), mas não foram atendidos.

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Com isso, informou o DDH, os recursos arrecadados foram repassados à família de Amarildo (R$ 186.213,48), ao Grupo Tortura Nunca Mais (R$ 40 mil), à Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência (R$ 40 mil), à Associação de Mídia Comunitária da Rocinha (TV Tagalera) (R$ 40 mil) e à Associação Cristã de Ação e Desenvolvimento do Rio de Janeiro (R$ 40 mil).

Conforme prestação de contas encaminhada ao R7 pelo DDH, do total doado à família, R$ 50 mil foram usados na compra da casa; R$ 10 mil, na aquisição de equipamentos para a casa; R$ 110.493,48 foram transferidos em dinheiro para a família e R$ 15.720,00 foram indicados como a "soma de valores menores pagos à família".

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