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Eleições 2022
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Bolsonaro repete que vai entregar Presidência democraticamente a sucessor: 'Bem lá na frente'

Presidente discursou durante inauguração de vice-consulado brasileiro em Orlando, na Flórida

Eleições 2022|Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Presidente Jair Bolsonaro e chanceler Carlos França
Presidente Jair Bolsonaro e chanceler Carlos França Presidente Jair Bolsonaro e chanceler Carlos França

Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (11) que pretende entregar um país melhor ao sucessor na presidência. Ele discursou durante a inauguração do vice-consulado brasileiro em Orlando, na Flórida, e destacava a entrega de obras pelo Executivo durante a sua gestão.

"Eu só peço a Deus, lá na frente, bem lá na frente, poder entregar para quem me suceder democraticamente um Brasil bem melhor do que aquele que recebi em janeiro de 2019", disse o presidente. Bolsonaro inaugurou a transposição do Rio São Francisco em fevereiro e lembrou o feito. A obra começou em 2007.

Na quinta-feira (9), quando se encontrou com o presidente norte-americano Joe Biden, na Cúpula das Américas, em Los Angeles, Bolsonaro já tinha afirmado que deixaria o governo de forma democrática se perdesse as eleições de outubro. "Neste ano, temos eleições no Brasil e queremos, sim, eleições limpas, confiáveis e auditáveis, para que não sobre nenhuma dúvida após o pleito", declarou na ocasião.

No discurso deste sábado, Bolsonaro relatou que, no encontro com Biden, disse que se identificava com os Estados Unidos quanto à defesa da liberdade, sobretudo religiosa. "O mundo vem sofrendo com alguns que procuram cercear esse bem maior, e o Brasil não foge disso. Entendo que temos grande apoio no Parlamento, e o Executivo é unâmime, porque eu decido".

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Durante a cerimônia deste sábado, ele reforçou que ocupa a chefia do Executivo de maneira "passageira": "A Presidência é uma missão de Deus, não é facil estar à frente do Executivo. Eu era feliz na Câmara, dava para ter momentos de tranquilidade durante a semana, mas é passageiro". 

Urnas

O presidente anunciou ainda que, além dos serviços de emissão de documentos que serão operados no vice-consulado, a repartição deve receber urnas eletrônicas para as eleições de outubro. "Aqui também teremos urnas, como no mundo todo. Em 2018, ultrapassamos 90% dos votos conseguidos nessas regiões aqui".

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Em Miami, Bolsonaro teve 91,04% dos votos no segundo turno. "É um retrato da grande parte do povo brasileiro que busca oportunidades que não conseguem em seu país", acrescentou.

Vice-consulado

Na cerimônia de inauguração do vice-consulado, Bolsonaro entregou passaportes a jovens de famílias brasileiras que nasceram nos Estados Unidos. A repartição é subordinada ao Consulado-Geral de Miami e deve auxiliar os brasileiros que moram na região e os turistas. Segundo o Itamaraty, cerca de 475 mil brasileiros vivem no estado. Desses, 180 mil habitam as regiões que serão atendidas pelo novo consulado.

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A unidade deve fornecer documentos oficiais, como atestados de vida, registros de nascimento, autorização de retorno ao Brasil, autorização para viagem de menor e autorização para concessão de passaporte a menor. Este é o primeiro de 5 novos consulados que serão inaugurados pelo mundo. Os próximos serão situados em Marselha (França), Edimburgo (Reino Unido) e Chengdu (China) e o Vice-Consulado em Cusco (Peru).

Encontro com brasileiros

Depois da inauguração, Bolsonaro discursou em um encontro para a comunidade brasileira na na Igreja Evangélica Lagoinha. Na ocasião, ele lembrou a relação de proximidade com o ex-presidente republicano Donald Trump. "Tive um excelente relacionamento com o Trump no passado, mas as políticas são, e têm que ser duradouras". Bolsonaro disse que ressaltou a Biden que o Brasil é uma "potência na energia de transição" e que "o hidrogênio verde é uma realidade". 

O presidente lembrou ainda que se opôs ao isolamento social para conter os contágios pela Covid-19. "Compramos as vacinas para quem quis e não obriguei que ninguém as tomasse. Isso chama-se liberdade". Ele aproveitou para ressaltar bandeiras da campanha eleitoral: "Nós somos contra o aborto, contra a ideologia de gênero, contra a legalização das drogas, defendemos a família, a propriedade privada, a liberdade do armamento, somos pessoas normais".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece nas pesquisas eleitorais como principal adversário do presidente Bolsonaro nas eleições de outubro. Nos Estados Unidos, Bolsonaro mencionou a escolha que será feita nas urnas em outubro, e sem mencionar diretamente a Venezuela, insinuou que uma vitória do petista poderia levar o país a um destino semelhante ao dos venezuelanos. 

"Como chefe do Executivo temos que zelar por todos, até aqueles que nos atacam, que não sabem o que é ou não querem ver o que será do nosso país, se formos para um caminho de um outro grande país, o pais mais rico do mundo em reserva de petróleo, mais ao norte do Brasil", disse. "Devemos aprender com o erro dos outros, e não buscar soluções que não deram certo em nenhum outro país do mundo. Vocês bem sabem do que estou falando". 

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