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Mourão critica hipótese de golpe militar e diz que manifestações pacíficas são bem-vindas

Vice-presidente e senador eleito pelo RS se manifestou sobre o assunto pelas redes sociais nesta quarta-feira (2)

Eleições 2022|Do R7, em Brasília

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), usou as redes sociais nesta quarta-feira (2) para comentar as manifestações registradas em ao menos 17 estados contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.

"Brasileiros, há hoje um sentimento de frustração, mas o problema surgiu quando aceitamos passivamente a escandalosa manobra jurídica que, sob um argumento pífio e decorridos cinco anos, anulou os processos e consequentes condenações de Lula", escreveu Mourão.

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O senador eleito pelo Rio Grande do Sul fez referência à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os processos contra o petista. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin anulou quatro ações que envolviam Lula. Depois, formou-se maioria para confirmar a decisão.

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Na publicação, Mourão diz que, agora, "querem que as Forças Armadas deem um golpe e coloquem o país numa situação difícil perante a comunidade internacional". Para o vice-presidente, as manifestações ordeiras, em justa indignação, são bem-vindas. "Vemos nelas famílias, idosos, crianças... Todas pessoas de bem."

Mourão afirma ainda que "está na hora de lançar um manifesto explicando isso e dizendo que temos força para bloquear as pautas puramente esquerdistas, além de termos total capacidade de retornarmos muito mais fortes em 2026". "Precisamos viver para lutar no dia seguinte", concluiu.

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Protestos

Em protesto, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) fecharam diversas rodovias brasileiras na noite de domingo (30), pouco depois da divulgação do resultado das eleições, que deu vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes mantêm interdições em ao menos 146 trechos de rodovias em 17 estados, nesta quarta-feira (2). Segundo a corporação, foram desfeitos 688 bloqueios.

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Os estados com mais pontos bloqueados são Santa Catarina, com 34 trechos interditados; Mato Grosso, com 31; e Paraná, com 21. Protestos também são registrados nos seguintes estados: Acre (2), Amazonas (4), Espírito Santo (4), Goiás (3), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (2), Minas Gerais (7), Pará (13), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (4), Rondônia (12), São Paulo (2) e Tocantins (4).

Imediata desobstrução

Na segunda-feira (31), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a "imediata desobstrução" de rodovias do país bloqueadas por caminhoneiros. Na decisão, o magistrado também ordenou o afastamento e a prisão do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, em caso de descumprimento.

Moraes determinou também, para essa hipótese, uma multa "de caráter pessoal" de R$ 100 mil "a contar da meia-noite do dia 1º de novembro de 2022 [esta terça-feira]".

O ministro ainda ordenou que a Polícia Rodoviária Federal e as respectivas Polícias Militares estaduais adotem "todas as medidas necessárias e suficientes, a critério das autoridades responsáveis do Poder Executivo Federal e dos Poderes Executivos Estaduais, para a imediata desobstrução de todas as vias públicas que, ilicitamente, estejam com seu trânsito interrompido".

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